Coronavírus

Estudo revela que ginásios são locais de baixo risco de transmissão da covid-19

Foram analisadas mais de 62 milhões de idas a ginásios desde setembro em 14 países da Europa.

Especial Coronavírus

Ginásios, clubes de fitness e instalações de lazer revelaram ser locais com níveis de transmissão de covid-19 "extremamente" baixos. São as conclusões preliminares de um estudo do Advanced Wellbeing Research Centre (AWRC), da Universidade de Sheffield Hallam, no Reino Unido, e da Universidade Rey Juan Carlos, em Espanha, encomendado pela EuropeActive, a principal associação sem fins lucrativos que representa os interesses do setor de atividade física na União Europeia.

A taxa média de infeção por covid-19 em cada 100.000 idas ao ginásio é de 0,78, segundo o estudo SafeACTiVE. No total, foram analisadas 62 milhões de idas a ginásios desde setembro, em 14 países europeus, onde foram notificados "apenas 487 casos positivos".

Do estudo fizeram parte ginásios da Alemanha, França, Suécia, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Noruega, Suíça, República Checa, Polónia, Dinamarca, Luxemburgo e Reino Unido.

Em comunicado, a Universidade de Sheffield Hallam diz que "as descobertas atenuam as preocupações de saúde pública sobre a segurança dos ginásios" e confirmam que poderão ser ambientes seguros e "com risco relativamente baixo de infeção".

"Os dados do estudo SafeACTiVE mostram que os ginásios na União Europeia são locais seguros para praticar exercício. (...) Sabemos que estar fisicamente apto pode ajudar a reduzir a gravidade da infeção por covid-19 e, além disso, ser ativo pode ajudar a enfrentar psicologicamente os desafios de uma segunda onda da pandemia", disse em comunicado Rob Copeland, diretor do AWRC.

Já Alfonso Jimenez, chefe da THINK Active na EuropeActive, diz estar "muito satisfeito por se confirmar um nível tão baixo de risco de infeção em ginásios" e reforça: "A boa forma e a atividade física são uma parte fundamental da solução durante a pandemia para ajudar a fortalecer o sistema imunitário".

O relatório final deste estudo está previsto para ser lançado ainda em novembro e vai incluir informações detalhadas por região e país, considerando as diferenças nas taxas de infeção na Europa.