Coronavírus

Alemanha volta a registar quase 22 mil novas infeções em 24 horas

FRIEDEMANN VOGEL / EPA

O total de casos é de 727.553 e há 11.982 mortos.

Especial Coronavírus

A Alemanha registou novamente quase 22.000 novas infeções por coronavírus, que provoca a covid-19, nas últimas 24 horas e 215 mortos, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia atualizados na quarta-feira à noite.

As autoridades alemãs contabilizaram 21.866 novas infeções nas últimas 24 horas, cerca de 1.900 mais do que há uma semana e cerca de 3.400 mais do que na quarta-feira, mas abaixo do máximo de 23.399 casos registados no último sábado.

O total de positivos desde o anúncio do primeiro contágio no país, no final de janeiro, é de 727.553 e há 11.982 mortos.

O RKI estima que cerca de 467.800 pessoas recuperaram da doença e que o número de casos ativos é de cerca 247.800.

Em todo o país, a incidência cumulativa em sete dias é de 138,9 casos por 100.000 habitantes.

O fator de reprodução (R) que considera as infeções num intervalo de sete dias em relação aos sete anteriores, e que reflete a evolução de 8 a 16 dias atrás, está localizado em 0,89.

O número de pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos chega a 3.127, dos quais 1.787 recebem ventilação assistida, segundo dados da Associação Alemã Interdisciplinar de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI) atualizados na quarta-feira.

O ministro da Saúde, Jens Spahn, alertou, em declarações ao jornal "Frankfurter Allgemeine Zeitung", para o provável aumento de pacientes graves em hospitais ao longo deste mês.

"Se durante um longo período tivermos 20.000 novas infeções por dia e desses 2% tiverem que ser tratados por 14 ou 15 dias nos cuidados intensivos, teremos ainda em novembro, provavelmente mais de 6.000 pessoas com covid-19 ao mesmo tempo naquelas unidades ", disse.

Atualmente, 21.787 camas de cuidados intensivos estão ocupadas.

Portugal com mais 82 mortes e 4935 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta quarta-feira que há mais 82 mortes e 4935 novos casos de Covid-19 em Portugal.

No total, o país regista 3103 vítimas mortais e 192.172 infetados pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Estão 391 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos,e em enfermaria estão 2785 pessoas internadas. Em ambos os casos, tratam-se de novos máximos desde o início da pandemia.

A DGS revela que estão ativos 78.716 casos de infeção, mais 1378 do que na terça-feira. Já foram dados como recuperadas 110.353 pessoas desde o início da pandemia.

Conselho de Ministros reúne-se para rever lista de concelhos em risco e reforçar medidas

O Conselho de Ministros reúne-se esta quinta-feira para rever a lista de concelhos de risco e reforçar medidas de combate à pandemia. Podem entrar nesta lista os concelhos que nas últimas duas semanas ultrapassaram a média de 240 novos casos por 100 mil habitantes.

Nesta altura há 121 concelhos onde o risco de transmissão do novo coronavírus é maior, mas é de prever que este número cresça tendo em conta o aumento de casos nos últimos dias.

O Governo poderá ainda decidir medidas especificas para cada zona de risco.

Mais de 1.27 mortos em mais de 51,5 milhões de casos de Covid-19 no mundo

A pandemia do novo coronavírus fez pelo menos 1.275.113 mortos em mais de 51,5 milhões de casos no mundo desde que a OMS relatou o início da doença no final de dezembro, segundo o levantamento feito pela AFP.

Avanços na vacina e tratamento contra a Covid-19

Na segunda semana de novembro várias boas notícias foram chegando sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► A farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou na segunda-feira que a sua vacina contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes.

► Nesse mesmo dia 9 de novembro, o porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e no dia seguinte Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

► Ainda nesse dia, o ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac foi suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► Na quarta-feira, a vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, vão começar a 15 de novembro,

► Ainda na segunda-feira, mas já terça em Portugal, a agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

O tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

As vacinas mais promissoras no combate à Covid-19

Laboratórios por todo o mundo estão numa corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. Há dezenas de equipas a testar várias candidatas a vacina, algumas estão mais avançadas e são promissoras, mas os cientistas avisam que nenhuma deverá estar pronta antes do fim deste ano ou mesmo no próximo ano.

Segundo o London School of Hygiene & Tropical Medicine, (que tem um gráfico que mostra o progresso das experiências) há 259 projetos e 54 estão na fase de ensaios clínicos, sendo que 10 estão na fase III - que consiste na inoculação da vacina em milhares de voluntários a fim de determinar se impede de facto a infeção.

O projeto entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca é um dos mais promissores, a que se juntam os da Pfizer e da BioNTech, da Moderna, dos laboratórios Sanofi e GSK, de vários projetos chineses, nomeadamente da CanSinoBIO que já obteve autorização para administrar a vacina em militares chineses, a CoronaVac do laboratório SinoVac.

Plataforma global COVAX

O mecanismo COVAX é uma plataforma global para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, para um acesso equitativo às vacinas a preços acessíveis.

Participam vários países, instituições e organizações, como a União Europeia.

No total, de acordo com os últimos dados oficiais em outubro, 184 países aderiram até agora ao mecanismo internacional de compra e distribuição de vacinas: 92 países de rendimentos baixos e médios que receberão as doses gratuitas e 92 países de " rendimento alto" que passarão pela Covax para se abastecerem, mas terão de pagar pelas doses do próprio bolso.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

  • O primeiro dia de Web Summit 

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    Acompanhe aqui as palestras do palco principal. Neste primeiro dia, passam pelo palco nomes como Paddy Cosgrave, CEO e fundador da Web Summit, o primeiro-ministro António Costa, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ou a atriz Gwyneth Paltrow.

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