Coronavírus

Putin garante que vacina russa está pronta para ser distribuída

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Sputnik V terá uma eficácia superior a 95%.

Especial Coronavírus

O Presidente da Rússia garante que a vacina Sputnik V contra a Covid-19 está pronta para ser distribuída a outros países.

Na conferência de líderes do G20, Vladimir Putin confirmou tambén que o país está a preparar uma segunda e terceira vacina contra a doença, acrescentando que está a ser criado um portfólio de vacinas.

A Sputnik V foi a primeira vacina a ser registada contra o novo coronavírus.

Avanços nas vacinas e tratamento contra a Covid-19

Este mês de novembro tem tido várias boas notícias sobre os avanços no desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2 bem como um tratamento novo.

► As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda semana de novembro que a sua vacina BNT162b2 contra a Covid-19 alcançou 90% de eficácia nos testes. Uma semana depois anunciaram ter concluído os testes com 95% de eficácia. A 19 de novembro o responsável da BioNtech revelou a possibilidade de a vacina poder começar a ser administrada antes do Natal e anunciaram que, no dia seguinte apresentam um pedido de emergência para aprovação junto da FDA.

► A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca - ChAdOx1 nCoV-19- demonstrou ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas na fase 2 do ensaio clínico. Os resultados finais vão ser apresentados "antes do Natal", assegurou o líder da investigação.

► O porta-voz do ministro da Saúde da Rússia veio assegurar que a vacina que está a ser desenvolvida no país - a Sputnik V - tem uma taxa de eficácia superior a 90% e no dia seguinte Putin garantiu que "todas as vacinas russas contra a Covid-19 são eficazes"

► A vice-Presidente russa anunciou que os testes clínicos da segunda vacina russa contra a Covid-19, a EpiVacCorona que está a ser desenvolvida pelo Instituto Vector, começam a 15 de novembro,

► O ensaio clínico da potencial vacina CoronaVac da chinesa Sinovac chegou a ser suspenso no Brasil devido a "efeito adverso grave.", embora a empresa chinesa reafirme a confiança no produto, indicando que o efeito secundário não está relacionado com a vacina. Os testes foram retomados no dia 11.

► A 16 de novembro a farmacêutica Moderna revelou que a sua vacina experimental tem uma eficácia de 94,5%.

► A agência norte-americana do medicamento (FDA) deu uma autorização de utilização de emergência e temporária de um medicamento experimental para a Covid-19 fabricado pela Eli Lilly, mas apenas para doentes com sintomas ligeiros ou moderados e não para hospitalizados a necessitar de oxigénio.

O tratamento experimental com anticorpos sintéticos é o primeiro especificamente desenvolvido para o novo coronavírus.

Mais de 1,37 milhões de mortes e 56,8 milhões de casos de no mundo

A nova pandemia do coronavírus já matou pelo menos 1.373.381 em todo o mundo desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) relatou o início da doença no final de dezembro, na China, segundo um balanço realizado pela agência noticiosa France-Presse.

Mais de 57.583.290 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 36.725.500 já são considerados curados.

Os países que registaram o maior número de novas mortes são os Estados Unidos com 1.878 falecimentoss, França com 1.138 e o México, com 719.

Os Estados Unidos são o país mais afetado quanto a mortes e casos, com 254.424 mortes em 11.913.945 casos de infeção, segundo a Universidade Johns Hopkins, tendo 4.457.930 pessoas sido declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 168.613 mortos e 6.020.164 casos, a Índia com 132.726 mortos e 9.050.597 casos, o México com 100.823 mortos e 1.025.969 casos, e o Reino Unido com 54.286 mortos e 1.473.508 casos.

Ainda entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que lamenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 132 mortes por 100.000 habitantes, seguindo-se o Peru (108), Espanha (91) e Argentina (81).

A China, excluindo os territórios de Hong Kong e Macau, contabilizou oficialmente um total de 86.414 casos, sé 16 novos entre sexta e sábado, contando 4.634 mortes e 81.472 recuperações.

Na região da América Latina e Caraíbas contaram-se 432.461 mortes para 12.368.175 casos até hoje de manhã. Na Europa registaram-se 365.406 mortes e 16.034.727 casos, nos Estados Unidos e Canadá 265.736 mortes e 12.232.828 casos, na Ásia 186.824 mortes e 11.791.588 casos, no Médio Oriente 72.909 mortes e 3.081.311 casos, em África 49.104 mortes e 2.044.561 casos e na Oceânia 941 mortes e 30.107 casos.

Portugal com 3.762 mortes e 249.498 casos de Covid-19

Em Portugal, morreram 3.762 pessoas dos 249.498 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

No boletim de sexta-feira a DGS informa que há mais 23 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 481. Em relação aos internamentos em enfermaria, há 3.079 pessoas internadas, mais 62 face a quinta-feira. Em ambos os casos, tratam-se de novos máximos desde o início da pandemia.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global