Coronavírus

"Há uma mensagem de esperança que se deve dar: o Serviço Nacional de Saúde aguenta"

António Pais Martins, coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, em entrevista à SIC Notícias.

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António Pais Martins, coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental admite existir uma enorme pressão nos cuidados intensivos.

O especialista diz que as taxas de ocupação rondam os 80% neste centro hospitalar, mas assegura que caso seja necessário, há possibilidade de aumentar o número de camas.

O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental encontra-se, neste momento, na fase 3 do plano de contigência e há a "hipótese de num curto espaço de tempo abrir mais oito camas de cuidados intensivos para doentes covid", explica.

O coordenador da unidade de cuidados intensivos do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental entende que os profissionais de saúde têm de estar preparados "para situações de grande pressão e calamidade".

"Mesmo em situação de calamidade, há uma mensagem de esperança que se deve dar: o serviço nacional de saúde aguenta."

António Pais Martins considera que o sistema é elástico até um certo ponto, "como tudo na vida" e pede a todos os portugueses que cumpram as regras de distanciamento, "com isso o SNS pode respirar um pouco".

"O presidente da Sociedade Europeia de Cuidados Intensivos diz que a melhor forma de controlar uma pandemia não é aumentar a lotação nos hospitais, é controlar o afluxo a esses hospitais. A pressão que sobre eles é exercida."