Coronavírus

Covid-19. Grécia prolonga confinamento mas abre lojas de Natal

ALEXANDROS AVRAMIDIS

Medidas restritivas atuais estendidas até 14 de dezembro

Saiba mais...

A Grécia decidiu esta quinta-feira prolongar o confinamento geral por uma semana, até 14 de dezembro, devido a uma taxa ainda elevada de contágios pelo novo coronavírus, mas autorizou a abertura excecional de lojas de decoração de Natal.

"A carga epidemiológica continua alta" e "as medidas restritivas atuais (...) foram estendidas até 14 de dezembro", anunciou o porta-voz do Governo, Stelios Petsas, numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira.

Imposto desde 7 de novembro, o confinamento geral do país, assim como o recolher noturno, já tinha sido prorrogado por uma semana, até 7 de dezembro.

"A reabertura gradual da atividade económica e social será adiada", disse Stelios Petsas, lamentando que a "estabilização ou redução do número de infeções esteja a acontecer a um ritmo mais lento do que o esperado".

O Governo decidiu, no entanto, permitir "uma exceção", autorizando a abertura, "a partir de 7 de dezembro", das "lojas que vendam produtos de decoração para as festas de Natal".

Grécia regista mais de 2.600 mortes por covid-19

A Grécia enfrentou a primeira vaga da pandemia com uma taxa de mortalidade relativamente baixa em comparação com os seus vizinhos europeus, mas, na segunda vaga, o país tem contabilizado dezenas de mortes por dia desde o final de outubro.

Até agora, mais de 2.600 pessoas morreram de coronavírus na Grécia, incluindo 90 na quarta-feira, e mais de 600 doentes estão hospitalizados nos cuidados intensivos. Quase 2.200 novas infeções foram identificadas na quarta-feira.

"Muitos hospitais do norte do país ainda estão sob pressão", lamentou o porta-voz, acrescentando que as primeiras vacinas na Grécia, que tem 10,9 milhões de habitantes, são esperadas para início de janeiro, sendo que o plano é vacinar mais de 2,1 milhões de pessoas por mês.

A vacinação será feita de forma voluntária e, como em muitos países, os trabalhadores dos hospitais e os idosos, os mais expostos ao vírus, serão prioritários, segundo o Governo.

O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, disse na semana passada que irá tomar a vacina, assim como a sua família, instando todos os gregos a fazer o mesmo.

  • 3:20