Coronavírus

Covid-19. OMS/Europa pondera criar certificado eletrónico de vacinação

Certificado serviria para identificar e monitorizar as pessoas vacinadas.

Especial Coronavírus

A OMS/Europa está a ponderar a criação de um certificado eletrónico de vacinação, numa altura em que o primeiro país europeu (Reino Unido) aprovou uma vacina contra a covid-19, anunciou esta quinta-feira a instituição.

"Estamos a acompanhar de perto o uso de tecnologia na luta contra a covid-19 e a trabalhar com os estados-membros naquilo que poderia ser o certificado eletrónico de vacinação", adiantou um especialista da filial da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, Siddhartha Datta, numa conferência de imprensa 'online'.

Segundo o mesmo especialista, tal atestado ou certificação, que permitiria identificar e monitorizar as pessoas vacinadas, não está finalizado e deverá ser elaborado de acordo com as legislações nacionais.

"Não é um passaporte de imunidade, supostamente para garantir que o seu titular está protegido contra a doença. Não recomendamos passaportes de imunidade", enfatizou, por seu lado, Catherine Smallwood, responsável da OMS para situações de emergência.

Na quarta-feira, o Reino Unido foi o primeiro país do mundo a aprovar a vacina Pfizer-BioNTech contra a coronavírus, que a Agência Europeia de Medicamentos deve votar até 29 de dezembro.

A zona europeia da OMS, que inclui 53 países, incluindo a Rússia, registou mais de 19,3 milhões de casos e mais de 433 mil mortes desde o início da pandemia, indica a tabela de vigilância da organização. Destes, 1,5 milhões de casos foram registados nos últimos sete dias.

"Se verificamos uma ligeira diminuição do número de casos na Europa Ocidental, isso não significa que a região europeia da OMS como um todo esteja a enfrentar uma melhoria da situação epidemiológica (...), os países mais afetados são agora o centro e o sul da Europa", apontou o chefe da OMS/Europa, Hans Kluge, apelando aos governos europeus para que "não baixem a guarda" e a prevenção.

No caso de vir a ocorrer uma queda nos índices de contaminação, Hans Kluge defende que os estados devem aproveitar o momento para apostar no "fortalecimento da infraestrutura de saúde pública", preparando assim o sistema médico-sanitário "para a próxima vaga".