Coronavírus

Covid-19. Segurança Social testa 1.475 funcionários de 39 lares da Guarda

Paulo Gabriel

Paulo Gabriel

Repórter de Imagem

Os auxiliares são apontados como os principais transmissores do vírus.

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A Segurança Social da Guarda começou a testar todos os funcionários dos lares com mais de 50 utentes. Esta quinta-feira, a Unidade de Saúde pública também vai rastrear quase 80 pessoas no Lar de Freixedas, depois de dois internamentos por covid-19.

São 39 os lares do distrito onde a Segurança Social vai intervir até ao final ao ano. A testagem vai incidir sobre os funcionários, por se entender que têm sido os agentes transmissores da doença nos lares e centros de dia, e a escolha recaiu sobre as instituições com mais de 50 utentes.

A empreitada surge na sequência de um protocolo tripartido com o Instituto de Medicina Molecular e a Cruz Vermelha, que já esta quinta-feira iniciou a testagem em Almeida e Seia. Em cada semana serão testados 25% dos lares sinalizados para este efeito.

Em paralelo, a Unidade de Saúde Pública prossegue a testagem, particularmente nas estruturas residenciais de idosos onde o número de surtos tem sido elevado. Rastreios acompanhados de alertas para que os funcionários adotem todos os procedimentos aconselhados pela DGS.

Em Freixedas, Pinhel, duas utentes, uma delas com 98 anos, testaram positivo para o novo coronavírus e ficaram internadas no Hospital da Guarda. De acordo com a direção do lar de Santa Eufémia, há um total de cinco infetados, mas o rastreio em massa só vai ser feito esta quinta-feira.

É a segunda instituição do género no concelho com casos de covid-19 depois do Centro Social do Manigoto onde todos os residentes foram contagiados.

Na aldeia de Fóios, Sabugal, uma funcionária testou positivo e a Unidade de Saúde pública testou toda a gente na terça-feira. Sabe-se que 35 utentes e 22 funcionárias tiveram resultado negativo.

No Lar São João de Deus, na Guarda, onde há mais de uma centena de infetados entre utentes e funcionários, morreram duas utentes.

Atualmente o Hospital da Guarda tem 63 doentes internados, sete em cuidados intensivos onde o número de camas passou de oito para 12.