Coronavírus

Estado de emergência. Joacine muda sentido de voto e CDS mantém abstenção apesar das críticas

Esperava-se que o CDS votasse contra a renovação do estado de emergência depois de ter criticado a sua banalização.

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O Parlamento aprovou esta sexta-feira o prolongamento do estado de emergência em Portugal por mais 15 dias, de forma a permitir medidas de contenção da covid-19.

A renovação foi aprovada com os votos favoráveis de PS, PSD e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, as abstenções do CDS, BE e PAN e os votos contra de PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

A abstenção de Joacina Katar Moreira foi a única mudança no sentido de voto, aponta a editora de política da SIC Cristina Figueiredo, lembrando que a deputada votava contra o estado de emergência desde a terceira renovação. Nesta votação, Joacine optou pela abstenção com o argumento de que é um voto contra os populistas e os oportunistas.

Numa análise na SIC Notícias, a jornalista destacou ainda as duras críticas do CDS que faziam antever o voto contra o estado de emergência, o que não se veio a verificar. Os centristas têm feito várias críticas à gestão da pandemia, mas não mudaram o sentido de voto desde a última votação.

Por sua vez, o PSD já tinha dito que se iria manter ao lado do Governo naquilo que é necessário para controlar a pandemia, sublinhando o sentido de estado do partido. Cristina Figueiredo considera que os socias-democratas vão oferecendo ao Governo estabilidade, apesar das críticas.

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