Coronavírus

Covid-19. Peru suspende ensaios clínicos de vacina chinesa após problemas neurológicos

Um laboratório dedicado à Covid-19

Virginia Mayo

Desde o início da pandemia, o país registou 36.499 mortes devido ao novo coronavírus e 979.111 casos.

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O Peru anunciou na sexta-feira a suspensão temporária dos ensaios clínicos da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinopharm para prevenir a covid-19, após terem sido detetados problemas neurológicos num dos voluntários.

O Instituto Nacional de Saúde peruano decidiu suspender os testes como medida de precaução, depois de um voluntário se ter queixado de dificuldades para mexer as pernas, devido a fraqueza, de acordo com órgãos de comunicação locais.

"Há alguns dias, comunicámos devidamente às autoridades reguladoras que um dos nossos participantes [nos ensaios clínicos] apresentava sintomas neurológicos que poderiam corresponder a uma complicação conhecida como Guillain-Barré", explicou o investigador principal dos ensaios clínicos da vacina, German Malaga, citado na imprensa peruana.

A síndrome de Guillain-Barré é uma afeção rara, não contagiosa, em que o sistema imunitário do paciente ataca parte do sistema nervoso periférico, podendo levar a fraqueza muscular e perda de sensibilidade nas pernas e braços.

Em meados de 2009, o Peru tinha declarado emergência sanitária em várias regiões do país devido a vários destes casos.

Os ensaios da vacina deveriam estar concluídos esta semana, após testes em cerca de 12.000 pessoas.

Em caso de resultados positivos, que não eram esperados até meados de 2021, o governo peruano tinha planeado adquirir cerca de 20 milhões de doses para vacinar dois terços da população peruana.

Desde o início da pandemia, o país registou 36.499 mortes devido ao novo coronavírus e 979.111 casos.

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