Coronavírus

Portugal com mais 90 mortes e 4.956 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Armando Franca

Uma das vítimas mortais na faixa etária entre os 30 e os 39 anos.

Especial Coronavírus

Portugal contabiliza esta terça-feira mais 90 mortes e 4.956 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.286 mortes e 436.579 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta terça-feira ativos 80.183 casos, mais 175 em relação a segunda-feira.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas em enfermaria 3.260 pessoas, mais 89, e 512 em cuidados intensivos, mais 2 face a ontem.

As autoridades de saúde têm em vigilância 96.577 contactos, mais 1.828 relativamente a segunda-feira.

O boletim revela ainda que mais 4.691 casos foram dados como recuperados. Desde o início da epidemia em Portugal, em março, já recuperaram 349.110 pessoas.

DADOS POR REGIÃO

Relativamente às 90 mortes registadas nas últimas 24 horas, o boletim revela que 24 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 33 na região Norte, 17 na região Centro, 14 no Alentejo, uma no Algarve e uma na Madeira.

Segundo o boletim da DGS, a região Norte foi a que registou o maior número de novas infeções por SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas (3.312).

Desde o início da pandemia a região Norte registou 218.546 casos de infeção e 3.312 mortes. Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 2.536 novas infeções, contabilizando-se até agora 141.509 casos e 2.536 mortes. Na região Centro registaram-se mais 845 casos, acumulando um total de 51.736 infeções e 1.062 mortos.

Já no Alentejo, foram assinalados mais 310 casos, totalizando 12.376 infeções e 263 mortos desde que começou a epidemia em Portugal. A região do Algarve tem hoje notificados 193 novos casos, somando 8.529 infeções e 75 mortos.

A Madeira registou 72 novos casos. Desde março, esta região autónoma contabiliza 1.826 infeções e 16 mortes. Na Região Autónoma dos Açores foram registados 39 novos casos nas últimas 24 horas, somando 2.057 infeções e 22 mortos.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 196.260 homens e 240.164 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 155 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 3.793 eram homens e 3.493 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguido das pessoas com idade entre os 70 e os 79 anos. Esta terça-feira há também a registar a morte de uma mulher na faixa etária entre os 30 e os 39 anos.

Recolher obrigatório em vigor na Madeira até 15 de janeiro

A partir de terça-feira entram em vigor medidas mais apertadas na Madeira, como o recolher obrigatório das 23:00 às 05:00 e foi adiado o regresso às aulas nos concelhos mais afetados.

O QUE MUDA A PARTIR DESTA TERÇA-FEIRA, DIA 5, EM TODO O ARQUIPÉLAGO:

  • Os bares e os restaurantes fecham às 22:30
  • É proibido andar na rua entre as 23:00 e as 05:00
  • As visitas aos lares estão suspensas até pelo menos 15 de janeiro, onde já decorre a vacinação dos profissionais e utentes
  • Na função pública o trabalho presencial é reduzido ao mínimo.

Surto de covid-19 em dois lares de Estarreja com 64 casos positivos

Há agora 64 casos positivos em dois lares de Estarreja, mais 16 em relação a ontem. São 15 utentes e 6 funcionários da associação humanitária de Salreu e mais 38 utentes e 5 funcionários da fundação Cónego Filipe de Figueiredo.

O concelho de Estarreja está no nível de risco muito elevado para a covid-19, com mais de uma uma centena de casos ativos e 16 mortes por Covid 19 desde o início da pandemia.

Equipa da OMS esperada na China para investigar origem do novo coronavírus

Uma equipa internacional de cientistas encarregada de rastrear a origem da covid-19 deve chegar esta semana à China, um ano após a doença ter sido detetada, pela primeira vez, em Wuhan, no centro do país.

A visita de 10 especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) é considera sensível para o regime chinês, que quer evitar qualquer responsabilidade pela epidemia que já matou mais de 1,8 milhão de pessoas em todo o mundo.

A visita assemelha-se a uma missão secreta. As datas nem sequer foram especificadas e a OMS referiu apenas que estava marcada para a "primeira semana de janeiro".

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