Coronavírus

Protesto nacional dos profissionais da Cultura marcado para dia 30

Manifestantes protestam junto ao Palácio da Ajuda numa concentração organizada pela plataforma cívica "Convergência pela Cultura", em Lisboa, 01 de setembro de 2020.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Consideram que o Governo não deu respostas perante "as consequências devastadoras da pandemia".

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O protesto nacional de várias estruturas da Cultura, de alerta para o que consideram a falta de respostas do Governo perante "as consequências devastadoras da pandemia", está marcado para o dia 30 de janeiro, foi hoje anunciado.

"Estamos há dez meses a sofrer de forma brutal as consequências da precariedade laboral, da falta de direitos e de proteção social, agravadas pelas consequências devastadoras da pandemia, que nos conduzem, sem alternativa, à carência económica, a situações de endividamento e informalidade", afirmou hoje Teresa Coutinho, da Ação Cooperativista, na convocatória do protesto, hoje em conferência de imprensa 'online'.

O protesto "Na Rua Pelo Futuro da Cultura", cujos moldes estão ainda a ser definidos, pretende ter âmbito nacional e é promovido por várias estruturas, entre as quais a Ação Cooperativista, o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), a Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas, a Associação Portuguesa de Realizadores (APR), o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ) e a Rede - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.

"É muito importante que o Governo português perceba a força da Cultura, porque não a compreenderam completamente. Continuamos a sentir muitas dificuldades em que compreendam a dimensão destes trabalhadores e de todas as áreas que envolvem", lamentou hoje Rui Galveias, dirigente do CENA-STE, na conferência de imprensa.

Segundo Amarílis Felizes, da Plateia, este protesto nacional é "em resposta à não resposta" que as estruturas receberam da tutela da Cultura, na última reunião, em dezembro.

"Achamos que estar na rua é importante para chamar a atenção e queremos respostas concretas", disse.

Na convocatória hoje revelada, as estruturas representativas do setor dizem-se indignadas pelo facto de, "já a partir de janeiro de 2021, os apoios para quem trabalha a recibos verdes sejam ainda menores e tenham um acesso mais condicionado (com condição de recursos) do que os que existiram em 2020".

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