Coronavírus

Ex-Presidente boliviano Evo Morales testa positivo à covid-19 e está em tratamento

JUAN IGNACIO RONCORONI

A Bolívia enfrenta uma segunda vaga de contágio da pandemia e atingiu mais de dois mil casos por dia.

Especial Coronavírus

O ex-Presidente boliviano Evo Morales está sob cuidados médicos, depois de saber, na terça-feira, que teve resultado positivo no teste à covid-19, após os sintomas terem sido inicialmente confundidos com uma constipação.

"De acordo com os testes laboratoriais realizados nas últimas horas ao ex-Presidente, Evo Morales Ayma, a covid-19 foi detetada", pode ler-se numa mensagem divulgada na rede social Facebook por uma estação de rádio que emite numa região que é o seu principal reduto político e sindical.

Na informação da estação de rádio, na qual Morales conduz um programa aos fim de semana, afirma-se também que o ex-governante "está estável".

Morales, que é também presidente do Movimento para o Socialismo (MAS), do Governo, junta-se à lista de membros do executivo infetados, casos dos ministros da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e das Obras Públicas.

Desde a sua chegada à Bolívia a 09 de novembro, o ex-Presidente tem mantido uma intensa atividade política (viagens, conferências de imprensa e convenções do partido em diferentes regiões do país), sem se preocupar necessariamente com os cuidados de prevenção face à pandemia, tais como o uso de máscara ou distanciamento pessoal.

A Bolívia enfrenta uma segunda vaga de contágio da pandemia e atingiu mais de dois mil casos por dia, semelhante ao que aconteceu em julho e agosto, embora desta vez sem restrições totais ou parciais às atividades.

O número de mortes desde que foram detetados os primeiros casos da doença é de 9.454, com 176.761 infeções confirmadas. Na terça-feira foram contabilizados 1.473 casos e 39 óbitos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.945.437 mortos resultantes de mais de 90,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.