Coronavírus

Covid-19. Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo é o novo coordenador do plano de vacinação

Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo (arquivo)

Sucede a Francisco Ramos, que renunciou esta terça-feira ao cargo.

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O Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo é o novo coordenador da task force. O militar fazia parte da equipa de coordenação do plano de vacinação contra a covid-19, como representante do Ministério da Defesa Nacional.

É agora o substituto de Francisco Ramo que renunciou ao cargo.

Chefiou o Núcleo de Apoio à Decisão, uma equipa das Forças Armadas criada para apoiar os hospitais de Lisboa, no combate ao novo coronavírus.

No ano passado, Gouveia e Melo tomou posse como Adjunto do Planeamento e Coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Em 2017 foi nomeado Comandante Naval. Antes disso, exercia funções como Comandante da Esquadrilha de Submarinos.

Francisco Ramos sai por irregularidades no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha

Numa nota enviada às redações, o Ministério da Saúde refere que Francisco Ramos "(...) renunciou ontem ao cargo, por irregularidades detetadas pelo próprio no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha, do qual é presidente da comissão executiva."

"O funcionamento da Task Force mantém-se assegurado pelos restantes membros do núcleo de coordenação", lê-se na nota.

"NÃO SE REÚNEM AS CONDIÇÕES PARA ME MANTER NO CARGO"

Num comunicado enviado à imprensa, Francisco Ramos afirma que depois de ter tomado conhecimento destas irregularidades, considerou que "não se reúnem as condições" para continuar no cargo.

"Assim, apresentei ontem, dia 2 de fevereiro de 2021, à Senhora Ministra da Saúde, a renúncia ao cargo.", conclui.

Na nota não há qualquer referência às restantes irregularidades, que se multiplicam diariamente.

Contactado pela SIC, Francisco Ramos afirma que não pretende fazer mais declarações. Perante a insistência da SIC, o Ministério da Saúde diz apenas que não haverá mais declarações, nomeadamente em relação à própria equipa que coordena a vacinação covid.

“Militares são mais imunes a pressões políticas e a cunhas”

O Major General Raúl Cunha disse esta quarta-feira, em entrevista à SIC Notícias, que os militares dificilmente cedem a pressões políticas. Considera, por isso, que são a melhor opção para coordenar o plano de vacinação.

“Somos, por definição, apartidários e não nos deixamos influenciar pelas necessidades de satisfazer ambições políticas”, sublinhou.