Coronavírus

CDS quer calendário para o desconfinamento para os próximos três meses

Partido vai votar a favor da renovação do estado de emergência.

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O presidente do CDS concorda que o Governo comece o desconfinamento pelas escolas e defende que os alunos até aos 12 anos devem ser os primeiros a regressar às aulas. Francisco Rodrigues do Santos exige que o Governo apresente um calendário para o desconfinamento para os próximos três meses.

Em declarações aos jornalistas na sede do CDS-PP, em Lisboa, no final de uma audiência com o Presidente da República por videoconferência, o líder democrata-cristão afirmou que a situação pandémica "ainda é bastante sensível" e "continuam a ser necessárias medidas restritivas", pelo que o partido vai votar "favoravelmente o estado de emergência".

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que o Governo "deve começar a planear um desconfinamento à semelhança daquilo que fez o Governo inglês, que planeou entre 8 de março e 21 de junho todas as regras e a evolução das mesmas durante este período".

"O CDS exige do Governo um calendário transparente e previsível sobre a evolução das regras de saúde pública nos próximos três meses, para que se dê início a uma desconfinamento progressivo e gradual nas áreas da educação, nos contactos sociais, nos negócios e nas atividades, nos eventos e também nas viagens", salientou o presidente do CDS-PP, argumentando que esta calendarização "é fundamental para dar segurança, tranquilidade, esperança e previsibilidade às famílias, aos empresários e aos trabalhadores".