Coronavírus

Alívio da pressão nos hospitais é notório em vários pontos do país

Diminuiu o número de doentes internados em enfermarias covid em Coimbra, Leiria, Santa Maria da Feira e em Bragança.

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Chegaram a estar cinco enfermarias covid lotadas. Mais de 180 doentes infetados, internados em simultâneo, no pico desta terceira vaga. Um número que é agora cinco vezes inferior no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira.

Aliviados os números da covid, o hospital volta a focar-se nos restantes doentes. A prioridade é retomar a atividade cirúrgica programada, uma das áreas mais penalizadas nas últimas semanas.

Também no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra vão ser retomadas em breve as cirurgias não prioritárias que têm sido adiadas. Já não há a azáfama nem o acumular de ambulâncias à porta da urgência do hospital dos Covões.

Em Coimbra a taxa de ocupação desceu já aos 75% da capacidade do hospital, que no início do ano teve cerca de 500 camas, e esteve sempre perto do limite de ocupação. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra prepara-se agora para reduzir progressivamente o dispositivo dedicado à covid-19 e devolver as enfermarias aos serviços de origem.

Um cenário que se repete no Centro Hospitalar de Leiria, onde no máximo estiveram 275 internados com covid. Agora são 120 as camas e com vagas disponíveis.

Esta acalmia nos internamentos por coronavírus também chega a Bragança. A taxa de hospitalização covid ronda os 38% da capacidade do hospital.
Estão internados 49 doentes, 36 em enfermaria e 13 nos cuidados intensivos. Há quase 80 camas vagas. A chegada de março deve trazer o retomar das cirurgias programadas ao Hospital de Bragança.

Desde outubro que o distrito não registava níveis tão baixos de infeção por covid-19. A média, na última semana, foi de sete novos infetados por dia.
A maior parte dos concelhos do distrito de Bragança desceram de risco extremo para risco moderado de contágios.