Coronavírus

Famílias sobreendividadas. Moratórias de crédito foram "balão de oxigénio", diz DECO

Em 2020, a DECO recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda de famílias sobreendividadas.

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Por causa da pandemia, aumentaram os pedidos de ajuda. No ano passado, a DECO recebeu mais de 30 mil de famílias sobreendividadas.

As razões são desemprego, perda de rendimentos por estar com atividade reduzida ou em lay-off, precariedade laboral ou negócios falhados.

De acordo com Natália Nunes, do Gabinete de Proteção Financeira da DECO, a situação só não se agravou mais por causa das moratórias de crédito, que também ajudam a explicar porque é que a DECO interveio apenas em 2.747 casos.

O rendimento médio dos sobreendividados em 2020 foi de cerca de mil e 90 euros líquidos. As prestações mensais foram, em média, de 850 euros por mês. Quer isto dizer que a taxa de esforço destas famílias rondou os 80% no ano passado, muito acima dos 35% recomendados. Em média, ficaram com pouco mais de 200 euros disponíveis para as restantes despesas.

Com a situação pandémica ainda sem fim à vista e já sem possibilidade de adesão às moratórias, a preocupação é que 2021 siga pelo mesmo caminho e veja aumentar ainda mais o número de famílias sobreendividadas.

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