Coronavírus

PCP defende plano de desconfinamento "setor a setor"

Jerónimo de Sousa critica renovação do estado de emergência.

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O secretário-geral do PCP pediu este sábado ao Governo apoios a 100% para os trabalhadores que estão em casa com os filhos, pagos "imediatamente e com efeitos retroativos", e defendeu um plano de desconfinamento "setor a setor".

Intervindo numa sessão pública, em Lisboa, Jerónimo de Sousa lamentou que "PS, PSD e CDS-PP" tenham rejeitado na Assembleia da República a proposta do PCP que previa "o pagamento do salário a 100% a quem está em assistência a filhos até aos 16 anos, enquanto as escolas se mantiverem encerradas", devido à pandemia de covid-19.

"Voltamos a desafiar o Governo a resolver esta situação imediatamente e com efeitos retroativos, sem discriminações e assegurando os apoios sociais a quem deles necessita e na medida dessa necessidade", afirmou.

O líder comunista alertou para a "situação insustentável" de "quem tem de ficar em casa com os filhos" e "vê um terço do seu salário cortado", e lamentou que, mesmo com as novas regras definidas recentemente pelo Governo, "só têm salário pago a 100% as famílias monoparentais ou em casos em que os pais podem alternar semanalmente ficar em casa a cuidar dos filhos".

"A verdade é que há centenas de milhares de famílias para quem essa alternância é impossível, a começar pelas famílias dos trabalhadores essenciais, que se veem assim empurradas para uma escolha perversa entre perder um terço do salário ou manter o teletrabalho cuidando das crianças", alertou Jerónimo de Sousa, defendendo que as propostas do PCP que foram rejeitadas "resolveriam esta situação".