Coronavírus

Covid-19. Marta Temido diz ser cedo para explicar agravamento depois do Natal

Rita Neves

Rita Neves

Jornalista

A ministra da Saúde assume as responsabilidades pelo aumento do número de casos.

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Um ano depois de confirmadas as primeiras infeções por covid-19 em Portugal, Marta Temido faz o balanço da resposta dada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em entrevista à agência Lusa, descarta ainda qualquer mal-estar entre ela e a Diretora Geral da Saúde.

Ao contrário da imagem comum ao longo de vários meses de pandemia, a ministra e a diretora-geral da Saúde deixaram de aparecer lado a lado nas habituais conferências de imprensa. Marta Temido garante que nada tem a ver com qualquer zanga ou mal-estar.

Questionada sobre o agravamento dos números depois do Natal, Marta Temido diz que ainda é cedo para perceber o que aconteceu. A época de festas, as novas variantes ou o frio que se sentiu no início do ano podem ajudar a explicar o aumento do número de infeções.

Num balanço da resposta do SNS à pandemia, a ministra admite ter uma sensação de esmagamento quando olha para as listas de espera e para o que ficou por fazer. Considera, por isso, ser muito urgente controlar o número de novos casos de covid-19 e fazer baixar a pressão sobre os hospitais.

Na entrevista, Marta Temido anuncia ainda que os centros de saúde vão receber incentivos financeiros à atividade adicional, tal como acontece nos hospitais.