Coronavírus

Covid-19. Portugal regista 26 mortes e 1.007 novos casos nas últimas 24 horas

Pedro Nunes

Último balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Portugal regista este sábado mais 26 mortes e 1.007 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 16.512 mortes e 809.412 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando este sábado ativos 62.299 casos, menos 961 em relação a ontem.

O boletim da DGS revela também que estão internados 1.416 doentes (menos 167 do que na sexta-feira).

Nos cuidados intensivos Portugal tem hoje 363 doentes (menos 20 em relação a sexta-feira).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 26.704 contactos, menos 2.177 relativamente ao dia anterior.

Os dados deste sábado revelam ainda que mais 1. 942 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 730.601 o número de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

32 dias consecutivos que o número de recuperados supera o de novas infeções.

O que já se sabe sobre o plano de desconfinamento

A uma semana de ser conhecido o plano de desconfinamento, parece certo que o país deverá retomar a atividade económica a diferentes velocidades, já em meados de março. Desta vez a reabertura dos diferentes setores não terá datas concretas, mas será feita mediante critérios de saúde pública, como o número de infetados e internamentos.

Creches, pré-escolar e primeiro ciclo deverão reabrir as portas ainda este mês, possivelmente na terceira semana. Por ordem crescente seguir-se-ão os restantes graus de ensino. Sendo que os alunos universitários serão os últimos e só deverão retomar as aulas presenciais depois da Páscoa.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, desta vez não deverá existir um calendário pré-definido para a reabertura das diferentes atividades económicas. O jornal Expresso avança que as reaberturas de estabelecimentos comerciais serão autorizadas mediante o cumprimento dos critérios de saúde pública que estão ainda a ser estabelecidos.

A estratégia admite diferentes velocidades pelo país fora. Mediante o número de infetados haverá regiões que poderão continuar com medidas mais restritivas. A ideia passa por traçar um plano onde os números da pandemia ditam as regras, mantendo uma rede que resista até que esteja criada a imunidade de grupo.

O plano de desconfinamento contará também com uma nova estratégia de testagem. Nos concelhos que revelem mais de 120 casos por 100 mil habitantes os testes em massa serão usados como tampão.

O principal objetivo do segundo plano de desconfinamento é evitar a existência de um terceiro.

Covid-19. Já foram administradas 1 milhão de doses em Portugal

Um milhão de doses da vacina contra a covid-19 já foram administradas em Portugal, após o início da vacinação, há cerca de dois meses.

O momento foi assinalado esta sexta-feira pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, no Pavilhão Desportivo da Ajuda, em Lisboa, que foi convertido num centro de vacinação. Aberto a 12 de fevereiro, este centro já administrou mais de 3.500 vacinas.

O secretário de Estado reconhece que um milhão de doses administradas é um marco, mas lembra que ainda faltam 16 milhões de vacinas por dar. Com 40 mil doses a serem administradas por dia, Diogo Serra Lopes diz que o ritmo de vacinação vai ter de aumentar.

Falta de vacinas causa tensões entre a UE e o resto do mundo

A falta de vacinas contra a covid-19 na Europa está a causar tensões entre a União Europeia e o resto do mundo.

Dois estados-membros assinaram um acordo com Israel para a produção de vacinas, fora dos planos da União Europeia.

Itália bloqueou a exportação de vacinas da AstraZeneca para a Austrália e a Áustria pondera utilizar a Sputnik V e a chinesa Sinopharm, mas apenas depois de autorizadas pelo regulador europeu.

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