Coronavírus

Os hábitos que mudaram com a pandemia, as recomendações e os medos do último ano

Portugal ultapassou os 800 mil infetados com covid-19 e 16 mil pessoas perderam a vida desde o início da pandemia.

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A pandemia virou as nossas vidas do avesso há um ano, um período inédito. Um ano depois de confirmados os primeiros casos em Portugal, o conhecimento já permite perceber algum comportamento do vírus. Ainda assim, o país ultapassou os 800 mil infetados e 16 mil pessoas perderam a vida desde o início da pandemia.

No início do primeiro confinamento, quando havia poucas certezas sobre a forma como o vírus era transmitido, entrar em casa tornou-se, para alguns, um desafio.

A quem saía para ir trabalhar ou ir às compras recomendava-se que, no regresso, os sapatos ficassem à porta, que as roupas que vinham da rua fossem isoladas e depois lavadas a altas temperaturas e o banho "era obrigatório". A informação era muita, e em muitos casos falsa ou contraditória.

O que antes era uma simples ida ao supermercado tornou-se em alguns casos uma exigente tarefa.

O álcool e a lixívia tornaram-se os grandes aliados no combate ao vírus. No final de março de 2020, o álcool gel passou a existir em quase toda a parte.

A OMS continua a recomendar a desinfeção das superfícies por considerar que uma pessoa pode ficar infectada se depois mexer nos olhos, nariz ou boca depois de tocar numa zona contaminada. Para os cientistas, ainda faltam estudos que comprovem se é possível contrair o vírus por esta via.

O virologista Paulo Paixão falou do cansaço mental da pandemia, da desinformação e dos exageros, como a desinfeção do areal das praias com lixívia.