Coronavírus

DGS alarga vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos

Cecilia Fabiano

Direção-Geral da Saúde informou também que doentes com trissomia 21, professores e não-docentes vão ser incluídos na primeira fase da vacinação.

Saiba mais...

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou esta quarta-feira que alargou a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 a pessoas com mais de 65 anos, depois de ter sido comprovada a eficácia neste grupo etário.

Segurança e eficácia comprovadas

Em comunicado, a DGS sublinha que a decisão se deve à segurança, qualidade e eficácia comprovadas.

"Esta decisão tem suporte na divulgação de dados conhecidos nos últimos dias, que indicam que a vacina da AstraZeneca é eficaz em pessoas com mais de 65 anos", escreve a DGS.

Doentes com trissomia, professores e não-docentes na primeira fase da vacinação

Para além da atualização das recomendações relativas à vacina da AstraZeneca, a DGS informou que procedeu à atualização dos grupos prioritários, incluindo na primeira fase as pessoas com trissomia 21, "pelo risco acrescido de evolução para covid-19 grave".

Para além destas pessoas, serão também vacinados o pessoal docente e não docente dos estabelecimentos de ensino e educação e das respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo.

DOSE DA VACINA ASTRAZENECA REDUZ RISCO DE HOSPITALIZAÇÃO DE IDOSOS COM MAIS DE 80 ANOS

A injeção de uma dose da vacina AstraZeneca/Oxford contra a covid-19 permite reduzir em mais de três quartos o risco de hospitalização de idosos com mais de 80 anos, conclui um estudo britânico.

Os resultados, ainda não revistos por cientistas independentes, juntam-se a dados recentes que concluíram que a vacina, administrada em duas doses e que diversos países não recomendam a pessoas com mais de 65 anos, por falta de eficácia comprovada nos ensaios clínicos, é eficaz nos idosos.

Investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, estudaram um grupo de doentes com mais de 80 anos hospitalizados em Inglaterra com doença respiratória (com ou sem covid-19).

Estudo conclui que vacinas da Pfizer e da AstraZeneca têm eficácia semelhante

Um estudo britânico concluiu que as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca têm uma eficácia semelhante e que uma só dose reduz em mais de 80% o risco de internamento na população com mais de 80 anos.

Os dados foram divulgados com base numa investigação que incluiu mais de 7,5 milhões de pessoas com mais de 70 anos.

Na população com mais de 70 anos, três semanas depois da primeira dose de ambas as vacinas, o risco de infeção diminui e até cai um pouco mais com a vacina da AstraZeneca. Já nos mais velhos, com mais de 80, o risco de doença grave e internamento cai mais de 80%, com apenas uma dose de uma ou outra.

O mesmo estudo concluiu ainda que uma única dose da Pfizer reduz em 83% o risco de morte, não havendo ainda dados suficientes para avaliar o impacto da vacina da AstraZeneca na redução da mortalidade.

Ritmo de vacinação contra a covid-19 abrandou na última semana

Nos primeiros sete dias de março, 133.974 pessoas foram vacinadas contra a covid-19. Destas, cerca de 26.000 completaram o processo de vacinação. Ao todo são agora 294.245 as pessoas que já tomaram as duas doses, o que representa 3% da população.

O grupo com 80 ou mais anos continua a ser o que mais vacinas recebeu: 47% a primeira dose e 10% as duas doses.