Coronavírus

“Domesticar” o SARS-CoV-2. Cientistas portugueses procuram alternativa à vacina

Entrevista SIC Notícias

Cecília Arraiano, cientista do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, em entrevista à SIC Notícias.

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Um ano depois do início da pandemia no país, começam agora a desenhar-se outros caminhos para combater o SARS-CoV-2. A cientista do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa participa numa investigação que quer domesticar o novo coronavírus.

Em entrevista à SIC Notícias, Cecília Arraiano acredita estar perto de um medicamento para o efeito e que o próximo passo será a comercialização para as grandes farmacêuticas.

Como funcionará este medicamento?

Em alternativa a uma vacina, a cientista explica que este medicamento tem o objetivo de tentar “domesticar” o vírus de forma a que se replique menos e fique mais fraco. Assim, diminuirá a gravidade da doença, evitando hospitalizações.

“Já estamos a conseguir que [o vírus] se replique 50% menos. O que ambicionamos é: a pessoa já tem covid-19, toma o remédio e fica com uma constipação, já não vai para o hospital”.

Cecília Arraiano revela que, neste momento, falta apenas repetir alguns ensaios para confirmar a eficácia do fármaco, seguindo depois o processo para as farmacêuticas, que se encarregarão dos testes clínicos e comercialização.