Coronavírus

Taxa de desemprego nos EUA recua para 6% em março com 916 mil empregos criados

Carlo Allegri

Taxa de desemprego "caiu consideravelmente desde o pico observado em abril de 2020, mas é ainda superior em 2,5 pontos percentuais ao nível registado antes da pandemia, em fevereiro de 2020".

A taxa de desemprego nos EUA caiu duas décimas em março, para 6%, mês em que foram criados 916 mil empregos, o que é visto como um sinal de recuperação da economia após a crise provocada pela pandemia.

O número de empregos criados, divulgado esta sexta-feira pelo Departamento das Estatísticas do Trabalho norte-americano (BLS, na sigla em inglês), supera as previsões dos analistas e corresponde ao mais elevado desde agosto no ano passado.

Por outro lado, a taxa de desemprego "caiu consideravelmente desde o 'pico' observado em abril de 2020 (quase 15%), mas é ainda superior em 2,5 pontos percentuais ao nível registado antes da pandemia, em fevereiro de 2020", refere o Departamento das Estatísticas do Trabalho.

Apesar do aumento do número de empregos criados -- que compara com os 468 mil registados em fevereiro -, a economia norte-americana continua a registar um défice de 8 milhões de empregos face ao valor registado antes da pandemia.

Todavia, com a campanha de vacinação a acelerar e uma expectativa de recuperação mais forte, os analistas ouvidos pela Associated Press preveem que o número de contratações nos próximos meses possa permitir que, até ao final do ano, se registe uma recuperação quase integral dos empregos perdidos.

O plano de estímulos lançado pela Administração de Joe Biden, no valor de 1,9 biliões de dólares e que contemplou, nomeadamente, a entrega de cheques de 1.400 dólares a muitos milhões de norte-americanos, impulsionou os gastos dos consumidores.

De acordo com dados do Bank of America, os gastos com cartões de crédito e de débito aumentaram 23% na terceira semana de março, em comparação com os níveis observados antes da pandemia.