Coronavírus

Hungria anuncia levantamento de restrições após progressos na vacinação

Zoltan Balogh

Quase 25% da população já recebeu pelo menos uma dose.

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A Hungria, um dos países europeus mais afetados pela pandemia de covid-19 nas últimas semanas, anunciou esta terça-feira que vai começar a levantar, na quarta-feira, algumas restrições em função dos progressos obtidos na vacinação.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas, o que corresponde a quase 25% dos 10,7 milhões de habitantes do país, já receberam pelo menos uma dose de uma das vacinas, destacou o primeiro-ministro Viktor Orbán num vídeo publicado no Facebook.

Budapeste autorizou não só as três vacinas aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), mas também a russa Sputnik V e a chinesa Sinopharm, com a qual foi vacinado o próprio governante.

"No último mês aumentámos 2,5 vezes o número de vacinas, pelo que a partir de amanhã [quarta-feira] as lojas podem abrir novamente e os serviços poderão voltar a funcionar", disse o primeiro-ministro magiar no vídeo.

As aberturas mencionadas incluem cabeleireiros e salões de estética, mas restaurantes e hotéis ainda ficam excluídos.

As escolas também voltarão a abrir a partir de 19 de abril, assim que terminar o processo de vacinação dos docentes, acrescentou Viktor Orbán.

Nas últimas semanas, a Hungria registou uma das mais elevadas taxas de mortalidade por covid-19 a nível mundial.

Nas últimas 24 horas, morreram 170 pessoas devido ao vírus SARS-CoV-2 naquele país, o que eleva o total de vítimas mortais acima de 22 mil pessoas.

Mais de 12 mil pessoas estão hospitalizadas devido a infeção com o coronavírus, das quais 1.440 encontram-se ligadas a ventiladores.