Coronavírus

"A mão de Deus". Enfermeira brasileira improvisa para conseguir confortar doentes de covid-19 em isolamento

Lidiane Melo encheu duas luvas com água quente e prendeu-as à mão do paciente, dando a sensação de que alguém está a segurar a sua mão.

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No mundo, milhões de pessoas estão neste momento, enquanto lê este artigo, isoladas, num quarto de um hospital, a travar uma dura luta contra a covid-19. Os doentes não podem receber visitas e por isso contam apenas com a sua própria companhia.

No Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia, uma enfermeira pensou numa solução que servisse para consolar os doentes. Com um simples par de luvas de látex, criou "A mão de Deus".

Lidiane Melo encheu duas luvas com água quente e prendeu-as à mão do paciente, dando a sensação de que alguém está a segurar a sua mão.

Além da sensação de conforto, a enfermeira, que partilhou a ideia nas redes sociais, explica que serve também para "melhorar a perfusão e ver melhor a saturação".

A ideia de Lidiane Melo que ficou conhecida como "A mão de Deus" já está a ser utilizada em outros hospitais do mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, partilhou recentemente uma mensagem no Twitter com a fotografia de um paciente, no Brasil, com a "mão de Deus".

"Estou sem palavras para expressar a minha admiração pelos profissionais de saúde na linha de frente da pandemia e as formas incríveis com que eles tentam confortar os seus pacientes. Vocês têm muito a ensinar-nos e há muita coisa que nós devemos fazer para vos apoiar e proteger", escreveu Ghebreyesus.

A pandemia de covid-19 já provocou, pelo menos, 2.929.563 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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