Coronavírus

Covid-19. "Há muita gente com sintomas ligeiros que não é testada e isto continua a ser um problema"

Vasco Peixoto, médico de Saúde Pública e investigador da Escola Nacional de Saúde Pública, na Edição da Tarde, da SIC Notícias. 

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O médico Vasco Peixoto considera que, com o desconfinamento, é importante reforçar as medidas preventivas e defende que devem existir restrições diferentes para os concelhos com diferentes níveis de incidência da covid-19 e variações do Rt.

Em entrevista na SIC Notícias, o médico de Saúde Pública defende que deve haver um equilíbrio entre as reaberturas e as medidas preventivas. "Não pode ser do 8 ao 80."

"O risco é baixo neste momento, mas se toda a gente tomar comportamentos de risco ao mesmo tempo, rapidamente voltamos a outra situação (…) Se todos aumentamos o risco ao mesmo tempo, é fácil voltar a uma situação complicada."

Reconhece que há relaxamento em alguns contextos e apela a que as medidas sanitárias sejam cumpridas, como o uso de máscara e o distanciamento social.

"É importante reforçar que podemos sair em segurança, mas precisamos de ter certos tipos de cuidados."

Vasco Peixoto diz ainda que qualquer sintoma ligeiro "deve ser valorizado e testado precocemente". "Só assim conseguiremos manter o mínimo de restrições e controlar os sítios onde está a transmissão especificamente."

"Há muita gente com sintomas ligeiros que não é testada e isto continua a ser um problema."

Sobre a lista de concelhos de maior risco, deixa um alerta. "Concelhos de menor população facilmente atingem níveis de incidência mais elevados, com um surto ou aumento de casos que podem estar mais ou menos circunscritos."

Ou seja, para o médico, não pode haver a ideia de que as grandes cidades estão fora de perigo e que só os concelhos apontados estão em risco. Defende que as medidas devem ser diferentes para os concelhos com diferenças nos níveis de incidência e nas variações do Rt.