Coronavírus

Quebras na restauração e alojamento. Empresas admitem despedimentos até final de junho

Restauração e alojamento com quebras de 90% da faturação em março.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) fala numa quebra avassaladora nos setores que representa. Em março, um ano após o início da pandemia, cerca de metade dos estabelecimentos reportaram quebras acima dos 90% na faturação.

Num comunicado, a AHRESP considera que, apesar dos contributos positivos que o desconfinamento confere, os números do inquérito realizado em março mostram, uma vez mais, que é absolutamente necessário robustecer os apoios às empresas, e disponibilizar incentivos ao consumo.

O inquérito de março indica que 52% das empresas da restauração estão com a atividade totalmente encerrada e 29% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade.

O inquérito conclui ainda que 8% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de junho.

Em relação ao alojamento turístico, o inquérito da associação conclui que 29% das empresas indicam estar com a atividade suspensa e em março, 49% não registou qualquer ocupação, e 28% indicou uma ocupação até 10%.

Para o mês de abril, adianta o inquérito, 38% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero e 28% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%.

O inquérito conclui que 17% das empresas de alojamento turístico ponderam avançar para a insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade.