Coronavírus

Boris Johnson admite fim de distanciamento no Reino Unido em junho

Matt Dunham

O primeiro-ministro do Reino Unido disse que há "uma boa hipótese" de as regras de distanciamento social acabarem em junho.

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O primeiro-ministro do Reino Unido disse na segunda-feira que há "uma boa hipótese" de as regras de distanciamento social acabarem em junho, uma decisão que poderá ser uma 'lufada de ar fresco' para bares e cinemas.

Boris Johnson explicitou que o plano de desconfinamento delineado pelo Governo está encarreirado e que, por isso, poderá ser possível acabar com o distanciamento físico em 21 de junho.

O número de infeções no Reino Unido diminuiu substancialmente (para menos de 2.000 por dia) em relação ao elevado número de contágios verificado no início do ano (cerca de 70.000 diariamente).

A campanha de vacinação também parece estar a produzir os primeiros efeitos, pelo que o aligeiramento progressivo das medidas decretadas para conter a pandemia mantém-se no horizonte.

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla inglesa) do Reino Unido atingiu esta segunda-feira as 50 milhões de vacinas administradas, ou seja, cerca de 52% da população britânica já recebeu pelo menos uma dose das vacinas que estão em circulação e um quarto já recebeu as duas doses.

"Estão a ver os resultados [da vacinação] que estão realmente a começar a mostrar-se na epidemiologia", disse Johnson a um grupo de jornalistas.

A próxima etapa do plano de desconfinamento ambicioso que Downing Street colocou em marcha deverá ocorrer em 17 de maio, já contemplando as idas a bares e restaurantes, assim como algumas viagens ao estrangeiro.

E, se tudo continuar a decorrer conforme planeado, em 21 de junho deixará de estar em vigor a regra decretada que obriga todos os cidadãos a estarem a pelo menos um metro de distância de outras pessoas que não pertençam ao mesmo agregado familiar.

Contudo, a utilização de equipamentos de proteção individual, como máscaras e viseiras vai manter-se por mais algum tempo.

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