Coronavírus

Aumentam os casos de ataques de pânico, fobias e depressão em crianças e adolescentes

Pedidos de ajuda quase duplicaram na pandemia.

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A pandemia fez disparar a ansiedade nas crianças e adolescentes. Os pedidos de ajuda quase duplicaram no último ano. Os psicólogos estão a receber cada vez mais casos de ataques de pânico, fobias e sinais de depressão.

Lidar diariamente com a noção de morte e conviver com uma ameaça constante que isolou o país em casa por duas vezes expôs os mais frágeis aos próprios medos, que se agigantaram e se tornaram num problema de saúde mental.

O contexto de maior fragilidade familiar, em que a pandemia levou à perda de vidas ou de empregos, potenciou angústias nos mais novos.

Para os pais é deixado o alerta: devem redobrar a atenção a possíveis sinais de perturbação e nunca se deve relativizar o problema.

Em situações extremas, a falta de apoio a crianças e jovens que sofrem de ansiedade pode mesmo levar a comportamentos de alto risco.

Os dados são ainda informais, mas indicam que, neste último ano de pandemia, quase duplicou a procura de apoio psicológico para crianças e adolescentes. A capacidade de resposta está quase no limite.

De acordo com a Ordem dos Psicólogos, há nos cuidados de saúde primários 250 profissionais, um quinto do que seria necessário, quando comparado com números internacionais.

Nas escolas há 1700 psicólogos, mas 450 são temporários. Entraram no ano passado ao abrigo do programa Pessoal Social e Comunitário. Os desafios impostos pela pandemia reforçam a necessidade de repensar os cuidados da saúde mental no país.

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