Coronavírus

Militares portugueses no Mali sentem-se abandonados pelo Estado

Notícia SIC

Tropas aguardam há vários meses pela vacina contra a covid-19.

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Os militares portugueses em missão no Mali sentem-se abandonados pelo Estado português. Ainda não foram vacinados contra a covid-19 seis meses depois do Governo ter garantido que as tropas em missões no estrangeiro seriam prioritárias no processo de vacinação.

A quase cinco mil quilómetros de casa, 11 militares portugueses enfrentam os riscos próprios de um país mergulhado numa grave crise de segurança, com milhares de vítimas de ataques terroristas e centenas de milhares de deslocados.

Ao serviço da missão militar da União Europeia, que visa ajudar a reforçar as capacidades das Forças Armadas do Mali, os portugueses têm ainda outra grande preocupação: resistir sem nenhuma vacina a um inimigo invisível chamado covid-19.

Há seis meses, no arranque do plano nacional de vacinação, durante uma visita à República Centro Africana, o ministro da Defesa garantiu que todos os militares em teatros de operações seriam prioritários no processo de vacinação.

João Gomes Cravinho, entrevistado pela SIC, desvaloriza a situação e garante que o plano está a ser cumprido.