Coronavírus

Primeiro caso da variante Delta Plus na Dinamarca é um português

Handout .

Viajou de avião infetado com a variante.

A Dinamarca identificou, no sábado, o primeiro caso da variante Delta Plus

Trata-se de um passageiro português que viajou de avião até ao país infetado com a variante mais infeciosa da covid-19.

Segundo o Statens Serum Institut, o caso foi detetado a 21 de junho num passageiro de um avião proveniente de Portugal.

Após a realização de um teste PCR e "sequenciamento do genoma completo", o Delta Plus (mutação detetada no Nepal) foi encontrado a 25 de junho, lê-se no comunicado do instituto.

Tanto o passageiro infetado, como os viajantes do avião estão em isolamento, não se tendo registado ainda mais nenhum caso positivo.

Variante Delta Plus preocupa na Índia

A Índia anunciou uma nova mutação da variante delta, a Delta Plus, muito transmissível e que já está em Portugal. Mas afinal trata-se da já conhecida mutação nepalesa. Em Portugal, os especialistas consideram que não é, por enquanto, caso para preocupação.

"Não penso que haja razões para alarme mas há razões para manter os esquemas vacinais completos, reforçar e na medida do possível acelerar a vacinação", explica o investigador do Instituto de Medicina Molecular, Miguel Prudêncio.

João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, também explicou à SIC que não há dados suficientes que permitam concluir que esta mutação torna a variante Delta, associada à Índia, mais perigosa e diz que, para já, representa no país apenas 3% das infeções com origem nesta variante.

Variante Delta já é predominante em Portugal

As autoridades de saúde estimam que a variante Delta do coronavírus, associada à Índia, seja responsável por mais de 70% dos casos de infeção em Lisboa e Vale do Tejo e que já seja a predominante em Portugal.

"Apesar de muitos resultados relativos a este mês estarem ainda por apurar, observou-se uma heterogeneidade considerável entre as várias regiões. Assim, por exemplo, o Norte tem um valor estimado para esta variante de cerca de 20%, enquanto se estima que em Lisboa e Vale do Tejo esse valor exceda já os 70%", refere o relatório das "linhas vermelhas" da pandemia hoje divulgado.

De acordo com o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), a variante Delta, considerada pelos especialistas mais contagiosa e classificada como de preocupação pela Organização Mundial de Saúde, está em "rápida expansão" em território continental, "à semelhança do que aconteceu no Reino Unido".

"Com base na sequenciação genómica, a estimativa da proporção de casos SARS-CoV-2 da variante Delta para Portugal continental, de 2 a 15 de junho, foi de 51%", refere o INSA, que avança ainda que apenas 3% devem pertencer à sublinhagem com a mutação de interesse K417N, designada como Delta Plus.

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