Coronavírus

Regresso dos emigrantes no verão. Saudades sobrepõem-se ao receio de contágio

A SIC esteve em Grijó de Parada, Bragança. 

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Com a proximidade de agosto, cresce a expectativa nas aldeias transmontanas em relação à chegada dos emigrantes, dada a incerteza da evolução da pandemia. Mas a vontade de rever os filhos sobrepõe-se ao receio de contágios.

Como qualquer aldeia transmontana, Grijó de Parada vive na sua pacata rotina. Os mais velhos entretêm a solidão nas conversas que trocam à sombra que os acolhe neste tempo quente.

Agosto, mês dos emigrantes, já não tarda, mas a covid lançou a incerteza sobre a vinda de muitos deles.

Há dois anos que as filhas e netos de Maria Alice não vêm à terra, por isso, cresce a expectativa em relação a este verão.

Também um casal de agricultores com quem a SIC falou não vê o momento de rever os filhos que estão em França. A saudade sobrepõe-se ao receio do contágio.

Também Dinis Rodrigues aguarda os filhos, mas antes disso vai ter o prazer de rever os netos.

Pelo segundo ano consecutivo, não há festa na aldeia para desgosto dos muitos emigrantes que, em agosto, enchem a terra de vida.

Mesmo sem festa o importante é matar as saudades. Mas a vinda de muitos emigrantes está dependente da evolução da pandemia.