Coronavírus

Autotestes validados por farmacêuticos. Ordem fala em falta de tempo para se adaptarem à medida

Ordem dos Farmacêuticos queixa-se de não ter sido avisada da medida.

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A Ordem dos Farmacêuticos queixa-se de não ter sido avisada pelo Governo de que teriam de validar autotestes à covid-19. Em causa estão os testes que podem ser apresentados nos restaurantes ou nos hotéis. Diz a bastonária da Ordem que não tiveram tempo nem condições para se adaptarem a esta decisão.

Em reunião de Conselho de Ministros, na quinta-feira passada, ficou decidido que quem quiser entrar em hotéis, em todo o país e em restaurantes nos concelhos de risco elevado e muito elevado às sextas-feiras à noite, sábados, domingos e feriados, tem de apresentar um certificado digital covid ou um teste negativo.

É válido um teste PCR, um teste de antigénio, um auto teste feito à porta dos estabelecimentos e ainda, pode ler-se no comunicado, "um autoteste na presença de um profissional de saúde ou da área farmacêutica que certifique a realização e o resultado.

A Ordem dos Farmacêuticos diz não ter sido informada sobre esta decisão e receia não conseguir dar resposta.

Os farmacêuticos alertam ainda para o facto de o Infarmed proibir a realização de um autoteste no mesmo sítio onde foi comprado, neste caso na farmácia. Mas não colocam de parte a hipótese de virem a fazê-lo, se assim for decidido no futuro.

Faltam condições e equipas para cumprir mais uma tarefa. O volume de trabalho nas farmácias aumentou devido à procura pelos testes rápidos antigénio, diferentes dos autotestes.

Testes 100% comparticipados

Desde 1 de julho passaram a ser comparticipados a 100%, limitado a quatro testes por utente por mês.

A maioria das farmácias não aderiu, até agora. Da lista fazem parte apenas 189. Algumas estão com dificuldades em fazer testes.

O objetivo do Governo é incentivar a testagem em massa da população para quebrar as cadeiras de transmissão. Nas últimas semanas foram vendidos nas farmácias mais de um milhão de autotestes.

Contactámos o Ministério da Saúde, o Infarmed e o Instituto Nacional de Saúde, que ainda não responderam ao pedido de esclarecimentos enviado pela SIC.