Coronavírus

As três novas fases do desconfinamento em Portugal

MIGUEL A. LOPES

Rita Rogado

Rita Rogado

Jornalista

Conheça todas as medidas e saiba o que muda a partir de domingo.

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Portugal passa a ter medidas que abrangem todo o país, em vez de se aplicarem por concelhos, a partir de domingo. O Governo definiu também três fases para a reabertura. Por exemplo, a partir de dia 1 de agosto, o teletrabalho deixa de ser obrigatório e deixa de haver dever de recolhimento. Em setembro, o uso de máscara na rua também deixa de ser obrigatório. As discotecas e bares podem reabrir em outubro.

As medidas foram anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, a partir do Palácio da Ajuda, em Lisboa.

"Contributo" da vacinação

O primeiro-ministro diz que Portugal está, neste momento, com um ritmo de transmissibilidade da covid-19 abaixo de 1 a nível nacional. Realça que as medidas restritivas e o avanço da vacinação contribuiram para isso.

Em direto do Palácio da Ajuda, em Lisboa, António Costa, compara os números de internamentos em janeiro "muitíssimo graves" com os números "contidos" atuais. Quanto aos óbitos fala numa "gigantesca diferença" entre a vaga de janeiro, com números elevados, e a vaga atual.

"A vacinação tem dado um contribuito muito positivo", afirma.

O responsável aponta para 57% da população portuguesa com a vacinação completa contra a covid-19 no próximo domingo, dia 1 de agosto. No início de setembro, as previsões são de 70% e em outubro de 85%.

MEDIDAS IGUAIS EM TODO O PAÍS

A partir de 1 de agosto, as medidas deixam de se aplicar concelho a concelho e passam a abranger todo o país, uma vez que a taxa de "vacinação é homogénea", a Variante Delta está em todo o território nacional a estamos num período de "grande mobilidade" devido às férias.

O comércio, a restauração e os espetáculos culturais passam a ter horário normal (com limite das 02:00h) e estão sujeitos às regras da DGS.

As seguintes atividades são permitidas, mediante a apresentação do certificado digital de vacinação ou de um teste negativo:

  • Viagens por via aérea ou marítima;
  • Estabelecimentos turísticos e alojamento local;
  • Restaurantes no interior, aos fins de semana e feriados;
  • Ginásios (para aulas de grupo);
  • Termas e spas;
  • Casinos e bingos;
  • Eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de 1.000 pessoas (em ambiente aberto) ou 500 pessoas (em ambiente fechado);
  • Casamentos e batizados com mais de 10 pessoas (até às 02:00h).

Sobre casamentos e batizados, Costa reconhece que insiste nesta questão porque "são muitas pessoas. Tendem a estar desprotegidas mais tempo e isso aumenta o risco".

3 FASES PARA A REABERTURA DO PAÍS:

Com base nas previsões para a vacinação, o Governo definiu três fases progressivas para a reabertura do país.

No entanto, o primeiro-ministro salienta a importância de continuar a apostar na proteção individual, como uso de máscara, distanciamento físico e higiene das mãos. António Costa pede ainda que evitem contactos desnecessários.

Fase 1 - a partir de 1 de agosto

Continuam encerrados:

  • Discotecas;
  • Festas e romarias populares.

Fase 2 (70% da população com vacinação completa - prevista para 5 de setembro)

Continuam encerrados:

  • Discotecas;
  • Festas e romarias populares.

Apesar do fim do uso obrigatório de máscara na rua, continua a ser obrigatória nos espaços fechados.

Fase 3 (85% da população com vacinação completa - outubro)

  • Abertura de discotecas, com certificado digital ou teste negativo;
  • Restaurantes sem limite máximo de pessoas por grupo;
  • Fim dos limites de lotação.

Controlar a pandemia com a vacinação. Jovens abaixo dos 16 vacinados?

"Vamos procurar controlar a pandemia e garantir uma retoma da atividade de uma forma gradual acompanhando o ritmo de vacinação completa da população portuguesa", afirma António Costa, reforçando a confiança na task force.

O primeiro-ministro adianta ainda que será possível eliminar restrições mais cedo, "se tivermos a felicidade de as datas indicadas para completar cada uma das fases de vacinação serem concluídas mais cedo".

Quanto à vacinação de crianças e jovens abaixo dos 16 anos sem doenças, o primeiro-ministro mostra-se favorável e garante que Portugal está preparado para o processo. O Governo aguarda ainda a decisão da Direção-Geral da Saúde.

Apesar da vacinação, António Costa salienta que a pandemia não desapareceu. Está confiante que esse dia chegará, "não sabe é quando". Por isso, apela ao cumprimento de medidas individuais.

"O vírus permanece ativo e em mutação. Ninguém está em condições de garantir que não venham a existir novas variantes", afirma.

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