Coronavírus

Covid-19: Hungria prorroga estado de emergência até 1 de janeiro

Tamas Vasvari/ AP

Os dados indicam um aumento dos contágios, com mais de 370 infeções registadas hoje no país.

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A Hungria anunciou o prolongamento do estado de emergência devido à pandemia do coronavírus até 01 de janeiro, justificando que os dados indicam um aumento dos contágios, com mais de 370 infeções registadas hoje no país.

O Governo adiantou que a medida será submetida a votação na primeira sessão de outono do Parlamento, onde a formação governamental do primeiro-ministro, Viktor Orbán, tem maioria absoluta.

A medida foi justificada pelo facto de "a pandemia ainda persistir e a propagação da variante delta tornar necessária defesa e reação rápida".

A expansão do novo coronavírus voltou a acelerar no país da Europa Central e, nas últimas 24 horas, ocorreram 371 novas infeções e 12 mortes.

Esses números são iguais aos registados em maio no caso de casos novos e junho no caso de óbitos.

A Hungria, que aplica algumas vacinas não autorizadas pela União Europeia (UE), foi durante meses um dos países onde o programa de imunização avançou mais rápido, mas agora estagnou e apenas 65% da população adulta recebeu as duas doses da vacina contra a covid-19, em comparação com a média da comunidade europeia que é de 70%.

De qualquer forma, o Governo anunciou que não tenciona, de momento, introduzir restrições no país, onde o uso de máscaras só é obrigatório nos estabelecimentos de saúde.

Pandemia já fez mais de 4,6 milhões de mortos no mundo

A covid-19 provocou pelo menos 4.636.530 mortes em todo o mundo, entre mais de 225,18 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.866 pessoas e foram contabilizados 1.056.042 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Entretanto surgiram novas variantes, nomeadamente as identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.