Coronavírus

Comércio tradicional e restauração esperam recuperar rendimentos

Setores foram dos mais afetados pela pandemia.

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Numa altura em que se vislumbram menos limitações às atividades, cada um dos membros do comércio tradicional e da restauração, dois dos setores mais afetados pela pandemia, têm uma ideia do que gostavam de ver implementado primeiro para recuperar rendimentos.

Na restauração, as esplanadas vieram compensar, em parte, a quebra de clientes no interior, contudo, insuficientes para garantir os rendimentos pré-pandemia.

Numa altura em que o cenário parece ser de melhoria global, há quem tenha prioridades na lista das limitações que gostava de ver terminadas.

"Acabar com os certificados, porque não faz sentido nenhum certificados ao fim-de-semana e à semana não, não faz grande sentido. E o IVA, acho que deveriam diminuir o IVA nos próximos tempos, pelo menos para nós conseguirmos equilibrar as nossas finanças. E, mais à frente, retirar as limitações", sugere Sónia Neves, empresária do setor da restauração.

No comércio tradicional, onde reinam os pequenos estabelecimentos de pequena dimensão, dedicados a tipos de negócio muito específicos, a limitação de clientes é o principal problema.

"Atender duas pessoas, se calhar, em 20 minutos, meia hora, é muito complicado trabalhar nesse sistema, porque, antes trabalhavam cinco ou seis pessoas, neste momento não nos compensa ter, porque a lotação não deixa ter. O comércio tradicional está desejoso que essas limitações acabem", desabafa Pedro Cruz, empresário do setor da ourivesaria.

Nos cafés e pastelarias, mais que acabar com qualquer limitação, pede-se uma injeção de confiança, para que os clientes regressem aos locais que frequentavam.

"Devolver a confiança para que as pessoas fiquem tranquilas e regressem aos estabelecimentos. De resto, acho que as coisas agora estão a melhorar, mas muito devagarinho. Deixarem-nas [as pessoas] estarem mais à vontade, não andarem tanto em cima delas, pois as pessoas precisam agora de um bocadinho de liberdade", diz Idalinda Oliveira, proprietária de cafés e pastelarias.

Falta saber se a evolução da pandemia vai permitir ou não que estes desejos sejam todos satisfeitos.

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