Coronavírus

Covid-19: Portugal sem concelhos em risco extremo pela primeira vez em dois meses

Pedro Nunes

Na última análise, a 10 de setembro, Portugal tinha três concelhos em risco extremo de infeção.

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Portugal deixou esta sexta-feira de ter concelhos em risco extremo de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, o que não ocorria desde o início de julho, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado.

O risco extremo de infeção verifica-se quando um concelho tem uma incidência cumulativa a 14 dias acima dos 960 casos de infeção por 100 mil habitantes. Desde o dia 2 de julho que Portugal não tinha concelhos fora deste nível de risco.

Na última análise, a 10 de setembro, Portugal tinha três concelhos em risco extremo de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2.

Em risco muito elevado, ou seja, com uma incidência de entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes, estão os concelhos de Albufeira (708), Portimão (491), São Brás de Alportel (569), Barrancos (739), Boticas (487), Montalegre (642). Celorico da Beira (822) e Penela (575).

Entre ao 240 e os 479,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias o boletim relata a existência de 37 concelhos nessas condições.

Segundo o boletim, entre os 120 e os 239,9 casos por 100 mil habitantes a 14 dias estão 113 concelhos.

Com zero casos de infeção no período entre 2 e 15 e setembro estão 20 dos 308 concelhos: Alcoutim, Armamar, Góis, Lajes das Flores, Lajes do Pico, Porto Santo, Povoação, Santa Cruz das Flores, Santa Cruz da Graciosa, S. João da Pesqueira, Calheta (Açores), Miranda do Douro, Mora, Moura, Murça, Nordeste, Vila Velha de Ródão, Vila do Porto, Velas, Freixo de Espada a Cinta e Corvo.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa "corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada".

Menos de 100 pessoas nos cuidados intensivos

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 1.023 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, sete mortes atribuídas à covid-19 e nova redução nos internamentos, ficando o número de doentes em cuidados intensivos abaixo dos 100.

Desde o dia 19 de junho que Portugal não tinha menos de 100 pessoas internadas com covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos, quando o boletim dava conta do internamento em UCI de 99 doentes.

N.º internamentos é o mais baixo desde 26 de junho

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) estão internadas 474 pessoas com covid-19, menos 23 do que na quinta-feira, 97 das quais em unidades de cuidados intensivos, menos seis nas últimas 24 horas.

O total de internamentos é o mais baixo desde 26 de junho, quando estavam internadas 447 pessoas.

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Matemáticos dizem que Portugal poderá estar a vencer a pandemia

Dois dos matemáticos que se têm dedicado ao estudo da pandemia partilham a ideia de que Portugal poderá estar a vencer a batalha da covid-19, um ano e meio após diagnosticado o primeiro caso. No entanto, Henrique Oliveira e Carlos Antunes alertam para os riscos que ainda existem.

A análise dos dados matemáticos não deixa margem para dúvidas: Portugal parece estar, de facto, a vencer a batalha da pandemia, com a vacinação como arma essencial.

Depois dos máximos alcançados em janeiro e fevereiro, a incidência foi muito mais baixa na quarta vaga, mesmo com o processo de desconfinamento.

À medida que a vacinação avançava, os internamentos hospitalares passaram a ser muito mais baixos. O mesmo aconteceu com os doentes em unidades de cuidados intensivos.

No entanto, o que está a surpreender os cientistas é a evolução do indicador de risco nos últimos dias, quando o país se aproxima dos 85% da população vacinada. Para estes, a solução será a dose de reforço.

Uma eventual terceira dose, mesmo para quem não é imunodeprimido, poderá ter de esperar. Sem o aumento da vacinação nos países mais populosos do mundo, não é possível declarar o fim da pandemia.

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