Crise Climática

Greta Thunberg pediu ao Congresso dos EUA para se unir aos cientistas

ERIK S. LESSER

Durante a estadia nos EUA, a adolescente esteve ainda com Barack Obama.

A jovem ativista pelo ambiente Greta Thunberg pediu esta quinta-feira ao Congresso dos EUA para se unir aos cientistas que alertam para a urgência na mobilização contra o aquecimento global.

"Quero que vocês ajam", disse a jovem sueca de 16 anos perante os membros do Congresso norte-americano que hoje a ouviram falar sobre as conclusões de um relatório de um grupo de especialistas do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que alerta para a necessidade de medidas urgentes para travar o aquecimento global.

"Ouçam os cientistas e unam-se à ciência", pediu Greta Thunberg, enquanto falava das suas viagens, em que disse ter conhecido pessoas cujos bairros tinham sido totalmente destruídos por desastres naturais.

Greta Thunberg chegou a Nova Iorque, em 28 de agosto, depois de cruzar o oceano Atlântico a bordo de um barco com zero emissões de carbono, tendo desde então participado em diversos eventos a favor da causa ambiental.

"Apenas vai piorar, se adiarmos as ações", apelou Thunberg, acompanhada de três outros jovens ativistas que foram a Washington sensibilizar os congressistas sobre "a crise climática internacional".

Um deles, Benjamin Backer, apresentou-se como um conservador, que lançou fortes críticas ao Presidente Donald Trump, por ter retirado os EUA do Acordo de Paris.

"Senhor Trump, a ciência está bem fundamentada, não é uma farsa", afirmou Backer, acrescentando que a sua geração quer "respostas (...) realistas".

Em resposta, os jovens ativistas ouviram Garret Graves, número dois da comissão para a crise climática no Congresso norte-americano, dizer que os Estados Unidos estão na liderança na "redução das emissões de gases de efeito estufa", comparando-se com outros países poluentes, como a China.

"Vocês prometem-nos mentiras", ripostou Jamie Margolin, outro dos jovens ativistas que acompanhou Greta Thunberg na visita ao Congresso, acrescentando que a sua geração "herdou um planeta em colapso".

Minutos depois destes apelos, Donald Trump anunciou que iria revogar o poder do governo estadual da Califórnia para estabelecer os seus próprios padrões de poluição automóvel, que são bem mais rigorosos do que os padrões federais que se aplicam nos Estados Unidos.

Lusa