Crise Climática

Greve Global pelo Clima leva milhões às ruas pelo mundo

Launceston, Tasmania, Australia

BARBARA WALTON / EPA

Há manifestações marcadas em mais de 130 países, incluindo Portugal, para exigir aos governos ações concretas contra as mudanças climáticas.

Uma greve geral pelo clima está programada para hoje em mais de 4 mil cidades em todo o planeta. É o início de um movimento de uma semana para atrair a atenção internacional para a urgência de ações contra as alterações climáticas.

De Sydney a Seul, na Europa e na América, espera-se que milhões de pessoas invadam as ruas em mais de 130 países, com apoio de organizações e grupos comunitários locais. Só em Nova Iorque espera-se uma "manifestação monstra" com mais de 1,1 milhões de estudantes.

É o resultado do apelo da ativista sueca Greta Thunberg "Fridays for Future" - Sextas pelo Futuro que tem mobilizado estudantes de todo o mundo a manifestarem-se todas as sexta-feiras.

Quando hoje o Sol nasceu no Pacífico, os estudantes de Vanuatu, das ilhas Salomão e das Kiribati deram início à jornada, logo seguido sde australianos de diversas cidades.

Estudantes portugueses em greve pelo clima dia 27

Em Portugal estão previstas várias ações na semana que culmina com uma greve com a qual os promotores, maioritariamente jovens, pretendem “parar a sociedade”, numa chamada de atenção para a necessidade de medidas de preservação do planeta.

Pelo menos dois sindicatos portugueses entregaram pré-avisos de greve para 27 de setembro.

Em declarações à agência Lusa, André Pestana, dirigente do STOP – Sindicato de Todos os Professores, confirmou que a estrutura entregou um pré-aviso de pré-aviso de greve para o dia 27, no âmbito da “Greve Climática Global”.

Também o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (CGTP), com sede no Porto, confirmou à Lusa ter aderido a esta greve.

Fonte da organização da iniciativa liderada pelos jovens disse à agência Lusa que o Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center adere igualmente à iniciativa. No entanto, contactado pela Lusa o dirigente daquela estrutura Manuel Afonso precisou que o sindicato apoia a iniciativa e estará presente na manifestação, mas não entregou pré-aviso de greve.

“Temos cerca de 50 organizações que apoiam ou subscrevem o nosso manifesto”, revelou à Lusa Alice Gato, uma das jovens envolvidas na organização da iniciativa, planeada para que se cumpra uma greve às aulas e ao trabalho, mas também ao consumo.

A greve, justificou, “é para pararmos a sociedade para lutarmos por aquilo em que acreditamos e para que todos o possam fazer”.

Para hoje, os ativistas portugueses convidam a população a juntar-se no jardim do Príncipe Real, em Lisboa, para uma marcha noturna até São Bento, onde decorrerá uma vigília junto à Assembleia da República.

No Porto, realiza-se igualmente uma vigília pelo clima no mesmo dia, na Avenida dos Aliados – Câmara Municipal.

Dezenas de eventos estão marcados para vários pontos do país através das redes sociais, entre os quais um ciclo de cinema dedicado às alterações climáticas, com quase 50 sessões programadas, de entrada livre, seguidas de debate com a plateia. Começa em Lisboa, no Cinema São Jorge, e prolonga-se até 27 de setembro em mais 10 cidades.

Entre 25 a 30 cidades têm iniciativas programadas para dia 27 no âmbito da mobilização global pelo clima, entre as quais se contam Viana do Castelo, Aveiro, Braga, Castro Verde, Chaves, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Guimarães, Lagos, Leiria e Ponta Delgada.

Cimeira de Ação climática na ONU

Enquanto o mundo se manifesta, os líderes da Organização das Nações Unidas (ONU) reúnem-se em Nova Iorque para uma cimeira, antecedida por uma assembleia conduzida por jovens ativistas como Greta Thunberg.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, avançou que a Cimeira de Ação Climática, na próxima semana, será palco para anunciar soluções baseadas no potencial da natureza e o reforço das oportunidades de emprego digno.

"O mundo está a perder a corrida contra as alterações climáticas", alerta Guterres

  • Rio Seco 
    2:13

    Reportagem Especial

    O Tejo internacional está em mínimos dos últimos 40 anos e os afluentes Pônsul e Sever praticamente secaram fruto das políticas de gestão de recursos hídricos de Espanha.

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