Alterações Climáticas

Centenas de pessoas marcham em Lisboa, Coimbra, Porto e outras cidades pelo clima

Jovens em protesto pelo clima em Coimbra.

PAULO NOVAIS

Os protestos de jovens pelo clima acontecem esta sexta-feira no mundo inteiro e em várias cidades de Portugal.

Centenas de pessoas, na sua maioria jovens, iniciaram hoje pelas 17:00 uma marcha no centro de Lisboa a exigir novas políticas para o ambiente. Iniciativas idênticas estão a decorrer ema Aveiro, Coimbra, Évora, Porto, entre várias outras.

Com cartazes onde se lê "sobrevivência não é utopia" e "gás, petróleo e carvão debaixo do chão" a marcha iniciou-se na Praça do Marquês de Pombal e vai terminar no Rossio com discursos de várias organização de defesa do ambiente.

Criadas inicialmente pela jovem ativista sueca Greta Thunberg, que iniciou sozinha uma greve às aulas às sextas-feiras exigindo medidas para combater as alterações climáticas, este tipo de ações, as chamadas greves climáticas estudantis, acontecem no mundo inteiro e também em Portugal.

Na base da ação de hoje está o mesmo apelo, do movimento "Friday´s for Future" criado por Greta Thunberg, que em Portugal teve eco no movimento Salvar o Clima, uma plataforma que junta várias organizações que organizam as ações.

Jovens de Coimbra na rua para que ambiente não saia da agenda em tempo de pandemia

Um grupo de jovens manifestou-se hoje em Coimbra, numa ação integrada na "mobilização climática global", para garantir que o clima não sai da agenda política, mesmo em contexto de pandemia de covid-19.

Cerca de 30 a 40 jovens, com máscaras e distanciados entre si, concentraram-se hoje no Jardim Botânico e seguiram até à Praça 8 de Maio, gritando palavras de ordem como "Não há planeta B" e "Mudem o sistema, não mudem o clima".

Nos cartazes e tarjas que envergavam, podia-se ler "O Capitalismo não é verde", "Portugal sem furos" ou "Não à mina, Sim à vida".

"A situação da covid-19 é um facto, mas as alterações climáticas são uma agenda de todos nós. É extremamente urgente falar desta causa, com ou sem covid-19, porque está presente no nosso dia-a-dia e estará presente nas nossas vidas futuras", afirmou à agência Lusa um dos organizadores da ação de Coimbra Cláudio Estrela.

Para o jovem estudante na Universidade de Coimbra, é "extremamente essencial" o regresso às manifestações, por forma a mostrar que os jovens "voltaram à rua".

"A urgência deste assunto é muito grande. Não nos podemos esquecer das alterações climáticas, mesmo com esta situação de pandemia", vincou, considerando que as diferentes manifestações que ocorreram um pouco por todo o país também servem para garantir que as alterações climáticas não saiam da agenda do Governo.

Cláudio Estrela vincou que este tema "tem que ser uma prioridade para os governantes, em tempo de pandemia ou não".

Protesto pelo clima em Coimbra

Protesto pelo clima em Coimbra

PAULO NOVAIS / LUSA

"Vamos caminhar juntos" pedem os jovens no Porto

Manifestação Climática Global organizada pelo movimento Salvar o Clima no Porto.

Manifestação pelo clima no Porto

Manifestação pelo clima no Porto

ESTELA SILVA / LUSA

Jovens de Évora dizem que crise climática pode ser mais prejudicial que covid-19

Um grupo de jovens concentrou-se hoje em Évora, junto ao Templo Romano, para alertar para as consequências das alterações climáticas e avisou que no futuro podem ser "mais prejudiciais" do que a pandemia de covid-19.

Integrada na "mobilização climática global", a iniciativa arrancou com sete jovens, todos de máscara de proteção, a colorarem cerca de uma dezena de cartazes na estrutura metálica que delimita a área do Templo Romano.

"Por uma transição climática justa", "A terra esgotou a sua paciência e nós também", "Eco>Ego" e "Keep the earth clean (Mantenha a terra limpa)" eram as frases de alguns dos cartazes de papelão e pano afixados na estrutura.

Linda Assunção, de 17 anos, aluna da Escola Secundária André de Gouveia, afirmou à agência Lusa que a concentração pretendeu mostrar que, apesar da pandemia de covid-19, os jovens não se esqueceram do problema das alterações climáticas.

Foi também, acrescentou, "uma forma de afirmar, sobretudo para o Governo, que no futuro as alterações climáticas serão mais prejudiciais que a própria pandemia" de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Também em declarações à Lusa, João Fanha, de 18 anos, que aguarda informação sobre o ingresso no ensino superior, sublinhou que se trata de "uma manifestação mais simbólica", dado "o recente surto na cidade e o aconselhamento da Câmara de Évora".

"Mas queremos que os cartazes expostos representem o número de participantes que cá estariam", disse, vincando que os jovens não podiam "deixar passar" a luta climática que "têm vindo travar", apesar da pandemia.

João Fanha advertiu que, devido à covid-19, os governantes "pensam muito em recuperar a economia a todo o custo e esquecem-se das questões ambientais", lamentando que se esteja a "voltar ao descartável, sem olhar ao ambiente".

Durante a concentração, o grupo de jovens de Évora realizou vários diretos para as redes sociais.

Manifestação pelo clima em Lisboa

Manifestação pelo clima em Lisboa

MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

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    País

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