Alterações Climáticas

Nova Zelândia prepara nova legislação para combater alterações climáticas

Praveen Menon / Reuters

O governo vai declarar "situação de emergência climática"

O governo da Nova Zelândia vai declarar em sede parlamentar "situação de emergência climática" através de nova legislação sobre a descarbonização e novas medidas contra a crise climática.

"Estamos no meio de uma crise climática que vai ter impacto em todos os aspetos das nossas vidas e no tipo de planeta que os nossos filhos vão herdar", disse hoje o ministro das Alterações Climáticas da Nova Zelândia, James Shaw.

O ministro referiu que a declaração parlamentar na próxima semana vai ser acompanhada de ações concretas que vão fazer da luta contra as alterações climáticas uma prioridade do governo.

O executivo da Nova Zelândia já aprovou anteriormente legislação para um ambicioso plano para reduzir a zero as emissões do país.

De acordo com a imprensa local, o anúncio no Parlamento vai ser feito pela primeira-ministra Jacinda Ardern, do Partido Trabalhista, na próxima quarta-feira.

"Infelizmente não pudemos avançar com a moção sobre emergência climática no Parlamento, na última legislatura, mas agora já o podemos fazer" explicou Ardern em declarações aos jornalistas, após uma sessão legislativa hoje em Wellington.

A primeira-ministra referia-se ao anterior governo de coligação entre os trabalhistas, o Partido Verde e os conservadores do New Zeland First, que tinham visões distintas sobre o assunto.

Mesmo assim, o governo de Ardern conseguiu aprovar no Parlamento da Nova Zelândia, em novembro de 2019, a lei Carbono Zero, para combater a crise climática, em cumprimento com os Acordos de Paris sobre a redução dos gases de efeito de estufa.

A lei prevê a manutenção das emissões dos gases abaixo dos 1,5 graus, como estipula os Acordos de Paris, e tem como objetivo reduzir 10%, em 2030, as emissões de metano biológico procedentes da agricultura.

Ardern, que venceu as últimas eleições legislativas, foi felicitada na semana passada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pela liderança na luta contra a pandemia de SARS CoV-2.

A primeira-ministra confia que pode vir a trabalhar com o democrata norte-americano numa agenda mais ampla que inclua a crise sanitária e climática.