Alterações Climáticas

"Movimento é claro, ocupar até vencer": ativistas garantem não desmobilizar

Loading...

Na noite de sexta-feira quatro jovens foram detidos na faculdade de letras de Lisboa. Serão presentes a juiz na segunda-feira.

Agarrados ao chão com supercola e ligados uns aos outros por tubos. Foi assim que a polícia encontrou, na noite de sexta-feira, os 13 estudantes barricados
na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde segunda-feira.

A ordem de saída foi pedida pela própria faculdade e nove dos ativistas saíram de forma voluntária. No entanto, quatro ficaram para trás e acabaram detidos por desobediência.

Os alunos detidos foram retirados pela porta lateral da faculdade e acusam a polícia de usar força excessiva. A porta-voz do movimento "Fim ao Fóssil: Ocupa!", Alice Gato, afirmou ter ficado "desiludida com os órgãos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa por terem utilizado brutalidade policial" com os quatro ativistas detidos.

Já a PSP, em comunicado, nega qualquer brutalidade e explica que foi apenas utilizada a força estritamente necessária. O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP sublinhou ainda que a detenção dos ativistas, "por desobediência à ordem de dispersão", "foi objeto de amplas filmagens por parte dos visados".

Mesmo depois deste episódio, os jovens garantem que não vão desmobilizar tão cedo: “O nosso movimento é muito claro, é ocupar até vencer. Caso as nossas reivindicações não sejam cumpridas, a ocupa vai continuar”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou este sábado que a Universidade de Lisboa tem explicações a dar sobre a intervenção policial para afastar ativistas climáticos que ocupavam Faculdade de Letras, o que classificou como "bafio fóssil".

"A direção da FLUL [Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa] pediu a intervenção da polícia para afastar os estudantes que lutam pelo clima? Se alguém esqueceu os princípios básicos da democracia, não foram os estudantes", escreveu Catarina Martins, numa mensagem divulgada no Twitter.

Os ativistas climáticos que desde segunda-feira ocupavam a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa começaram a sair da instalação académica às 23:40 de sexta-feira. Os alunos em protesto tinham-se reunido na noite de sexta-feira com a direção da faculdade, mas, segundo Alice Gato, da reunião não resultou qualquer entendimento.

Alice Gato disse que "a semana foi surpreendente" e que "os estudantes demonstraram a sua força e a sua determinação" num combate por um futuro melhor.

"Não estamos sozinhos nesta luta e vamos continuar a crescer", salientou.

Atualmente, encontram-se ocupados quatro estabelecimentos de ensino: a Faculdade de Ciências, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, a Escola Artística António Arroio e o Liceu Camões, em Lisboa.



Últimas Notícias
Mais Vistos