Caso das Viagens

Rocha Andrade diz que não sabia se ia ser constituído arguido

Rocha Andrade garante que não sabia se ia ser constituído arguido, antes de avançar ele próprio com o pedido ao Ministério Público. O secretário de Estado demissionário diz que pediu a exoneração para que o Ministério Público esclareça que não existiram ilegalidades no caso das viagens pagas pela Galp aos jogos do euro 2016. Sobre as viagens, Rocha Andrade considera que na altura achou que não havia ilícito e agora mantém a opinião.

  • Polémica entre a Galp e o Governo começou em 2014
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    No ano passado, e depois de conhecidas as viagens ao Euro 2016, Rocha Andrade pediu escusa de tratar dos temas relacionados com a Galp. Na altura, o Estado manteve um contencioso com a petrolífera, que desde 2014 não paga o imposto sobre as empresas energéticas. E foi Rocha Andrade que admitiu que a Galp poderia participar no PERES, o chamado perdão fiscal, criado e coordenado pelo próprio secretário de Estado.

  • Sindicato considera atuação de Rocha Andrade "corajosa"
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    Fernando Rocha Andrade foi o principal rosto da polémica das viagens pagas pela Galp. O secretário de Estado era responsável pelos assuntos fiscais e mesmo assim aceitou o convite de uma empresa que mantinha um contencioso com o Estado na ordem dos 100 milhões de euros. Rocha Andrade ainda se manteve no cargo durante um ano, mas impedido de decidir matérias relacionadas com a Galp. Os sindicatos elogiaram a portura do secretário de Estado e consideraram a sua atuação "corajosa".