Crise nos combustíveis

Gabinete de crise reunido

RODRIGO ANTUNES / LUSA

Primeiro-ministro convocou reunião de emergência com os ministros diretamente envolvidos na crise energética.

O primeiro-ministro está reunido desde as 10h00, na sua residência oficial, em Lisboa, com os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Trabalho e do Ambiente.

Portugal está até às 23h59 de 21 de agosto em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido à greve dos motoristas.

António Costa convocou para estarem presentes os ministros dos Negócios Estrangeiros e n.º 2 do Governo, Augusto Santos Silva (que regressou da Alemanha, onde acompanhou o Presidente da República); da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho; da Administração Interna, Eduardo Cabrita; do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva; e do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes e o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que interrompeu as férias.

O primeiro-ministro fará declarações no final da reunião, pelas 13h00.

RODRIGO ANTUNES / LUSA

"SITUAÇÃO DE ALERTA"

O ministro da Administração Interna declarou "situação de alerta" no continente entre as 23:59 desta sexta-feira e as 23:59 de 21 de agosto, e convocou uma reunião de emergência da Comissão Nacional de Proteção Civil para este sábado. As medidas excepcionais entram em vigor 48 horas antes do arranque da greve dos motoristas.

O limite de abastecimento passa a ser de 15 litros nas 374 bombas da rede de emergência de abastecimento. Nos outros, postos o limite sobe para 25 litros.

Na mesma conferência de imprensa, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, referiu que a Rede de Emergência de Abastecimento tem mais de 50 postos para uso exclusivo de entidades prioritárias, como ambulâncias ou carros dos bombeiros.

Esta sexta-feira, num debate na SIC Notícias, patrões e sindicatos debateram os serviços mínimos e os motivos que levaram à convocacação da greve.

Os motoristas acusam novamente os patrões de lhes dificultar a tarefa de definir quem serão os trabalhadores que vão executar os serviços mínimos.

SINDICATO ESTRANHA RAPIDEZ DA DECISÃO SOBRE PROVIDÊNCIA CAUTELAR

Também esta sexta-feira ficou a saber-se que a providência cautelar que os sindicatos dos motoristas tinham interposto contra os serviços mínimos foi rejeitada.

O tribunal terá considerado que não há motivo para contrariar os serviços mínimos estabelecidos pelo Executivo.

Pedro Pardal Henriques só teve conhecimento da rejeição da impugnação através do anúncio feito esta sexta-feira pelo Governo. O representante do Sindicato diz que vai analisar os fundamentos para recorrer da decisão.

O sindicato acusa ainda a ANTRAM de estar em falta na escolha dos camiões para serviços mínimos.

GREVE AINDA PODE CAIR

A paralisação dos motoristas de matérias perigosas ainda pode vir a ser desconvocada. Este cenário depende dos motoristas associados aos dois sindicatos que convocaram o protesto, que vão reunir-se este sábado num plenário em Aveiras.