Crise Energética

Antram e Fectrans assinam acordo sobre contrato coletivo de trabalho

Pedro Polónio

JOÃO RELVAS

Um dos pontos acordados foi o aumento salarial de pelo menos 120 euros a partir do próximo ano.

O acordo entre a Fectrans e a Antram em relação ao contrato coletivo de trabalho foi assinado esta quarta-feira, na presença do Governo. Um dos pontos acordados é o aumento salarial de pelo menos 120 euros por mês.

O acordo vai entrar em vigor em 2020, com as rondas negociais a continuar em setembro. Ficou ainda marcada uma reunião com o ministro do Trabalho, no dia 30, para discutir o papel da Autoridade para as Condições do Trabalho e da Segurança Social.

O presidente da Fectrans, José Manuel Oliveira, explicou quais os pontos que foram discutidos e acordados na reunião entre ambas as partes.

"Salário dos motoristas vai crescer no mínimo 120 euros por mês"

A garantia foi dada pelo presidente da Fectrans.

José Manuel Oliveira adiantou ainda que será realizada uma "discussão interna" no âmbito da federação, com dirigentes e associados, para retomar as negociações na primeira semana de setembro e "concluir a revisão global do contrato coletivo de trabalho", para que este possa ser publicado este ano e entre em vigor a partir de janeiro de 2020.

Está ainda previsto que até final deste mês seja publicada a portaria, que está prevista no protocolo, da proibição de circulação dos camiões-cisterna aos domingos e feriados.

"Apostámos muito forte na manutenção de uma boa relação com os trabalhadores"

Pedro Polónio, representante da Antram, esclareceu que a reunião foi mais um encontro de trabalho, onde se chegou mais longe na concretização da revisão do contrato coletivo de trabalho. Disse ainda que os empresários estão empenhados em manter uma boa relação com os trabalhadores.

Pedro Polónio lembrou que a Antram "não é mais do que uma representação de empresas e as empresas não podem ir para aquele tipo de valores".

Governo diz que acordo é muito importante

À saída da reunião, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, reconheceu que este foi "um momento muito importante", num acordo que "serve os motoristas" e garante a "preservação da competitividade das empresas de transporte de mercadorias".

António Costa saúda acordo e espera que seja exemplo

O primeiro-ministro saudou o acordo alcançado, afirmando que "imperou o bom senso e o diálogo", e desejou que seja um "exemplo seguido por outros".

"Saúdo vivamente o acordo alcançado entre a Fectrans e a Antram. Neste caso imperou o bom senso e o diálogo."

António Costa sustentou que se conciliou "o respeito pelos direitos dos trabalhadores e os interesses das empresas, possibilitando negociar sem confrontação" e afirmou esperar que "que seja um exemplo seguido por outros".

A Antram e a Fectrans, o maior sindicado do setor dos transportes que não aderiu à greve, estiveram esta quarta-feira reunidas para discutir o novo acordo de trabalho para os motoristas.

À entrada para a reunião, Anabela Carvalheira, da Fectrans, disse que a greve era evitável se o Governo tivesse sido tão rápido a negociar como foi a decretar a requisição civil.

Em cima da mesa esteve o valor do subsídio atribuído aos trabalhadores com formação específica para cargas e descargas. Também a publicação de uma portaria que proíba o transporte de combustíveis em cisterna aos domingos e feriados.

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