Crise nos combustíveis

O que falta para os motoristas chegarem a acordo

MÁRIO CRUZ

Nesta altura, há 50 euros a separar o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas e a ANTRAM.

Os camionistas entraram em greve no início da semana passada depois dos patrões terem recusado aumentos salariais de 100 euros para 2021 e 2022. O que significa que, daqui a dois anos, o salário base destes motoristas estaria nos 900 euros.

Os patrões disseram não ter dinheiro e a greve avançou. Sete dias depois, é desconvocada e o sindicato recua. Abre mão de praticamente de todas as exigências.

Agora, quer o mesmo que foi oferecido à FECTRANS e ao Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias: um aumento de 266 euros por mês para quem transporta matérias perigosas; e o subsídio de operações e trabalho noturno.

E o diferendo está precisamente aqui.


É que o sindicato dos motoristas de matérias perigosas não quer que este subsídio seja de 125 euros, como foi oferecido aos outros sindicatos, mas sim de 175. Mais 50 euros.

Os motoristas exigem ainda a alteração da chamada cláusula 61 do contrato coletivo de trabalho, relativa à isenção de horário.


Atualmente garante o pagamento de apenas duas horas extraordinárias, mesmo que o trabalhador cumpra mais.


O sindicato quer que seja remunerado todo o trabalho cumprido a partir das 9 horas e 30 minutos de serviço diário.

Sindicato convoca greve às horas extraordinárias entre 7 e 22 de setembro