Crise nos combustíveis

Motoristas de matérias perigosas abdicam de quase todas as exigências

MÁRIO CRUZ

Sindicato aceita cumprir protocolo de 17 de maio.

O sindicato de motoristas de matérias perigosas abdicou de praticamente todas as exigências. É o que se conclui do acordo de princípio, assinado na sexta-feira pela Antram.

O sindicato aceita agora negociar a partir do protocolo assinado a 17 de maio. Nesse documento, prevê-se um aumento salarial para os 700 euros no próximo ano e um subsídio de operações de 125 euros.

A greve de agosto foi convocada porque o sindicato dizia que a Antram tinha voltado atrás nesse acordo e exigia que fosse cumprida a declaração, assinada uma semana antes, que previa aumentos de 100 euros em 2021 e 2022.

No acordo assinado na sexta-feira, a que a SIC teve acesso, o sindicato de Francisco São Bento abdica desses aumentos e de uma das exigências mais recentes: um aumento de 50 euros no subsídio de operações, que acabará por ficar nos 125 euros.

Para além dos recuos, o sindicato de motoristas de matérias perigosas aceitou ainda desconvocar a greve, que ia começar este sábado.

O sindicato e a Antram estiveram reunidos, novamente, no Ministério das Infraestrututas, numa reunião que durou várias horas.

À saída, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, mostrou-se satisfeito com o desfecho, dizendo que acredita não ser necessária uma nova intervenção do Governo.

Na reação, António Costa disse que a desconvocação da greve foi uma "vitória do diálogo".

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