Crise Migratória na Europa

Cinco Estados-membros enviam ajuda de emergência à Grécia

Elias Marcou

Grécia pediu assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da UE e, "numa resposta imediata, Dinamarca, Áustria, Finlândia, Suécia e Alemanha ofereceram tendas, cobertores, kits de inverno e sacos-cama".

Cinco Estados-membros da União Europeia disponibilizaram ajuda de emergência à Grécia na sequência do incêndio da semana passada no campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia.

O executivo comunitário indicou que a Grécia pediu assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da UE e, "numa resposta imediata, Dinamarca, Áustria, Finlândia, Suécia e Alemanha ofereceram tendas, cobertores, kits de inverno e sacos-cama".

"A UE vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a Grécia e os refugiados afetados. Agradeço a todos os países que enviam ajuda e que põem em marcha a solidariedade da UE", comentou o comissário europeu responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarcic.

A Comissão lembra que esta ajuda de emergência suplementar segue-se à assistência já prestada à Grécia, desde abril, por Polónia, Áustria, República Checa, Dinamarca, Holanda e França, que enviaram também material, incluindo unidades de alojamento, sacos-cama, colchões, cobertores, lençóis, artigos de higiene e uma estação médica".

"Além disso, e em resposta a um pedido anterior de assistência da UE no início de março, 17 países ofereceram mais de 90 mil artigos à Grécia através do Mecanismo" de Proteção Civil, complementa a Comissão Europeia, num comunicado divulgado esta segunda-feira.

A luta pela sobrevivência em Moria

No domingo, as autoridades gregas asseguraram que um novo campo para acolher os migrantes que se encontram desalojados após a destruição do campo de refugiados de Moria estará pronto ainda esta semana.

De acordo com o ministro da Migração grego, Notis Mitarachi, cerca de 12.000 migrantes e requerentes de asilo, que ficaram sem abrigo depois dos incêndios que destruíram o campo de refugiados sobrelotado na ilha de Lesbos, serão transferidos para uma nova cidade de tendas construída pelo exército.

Migrantes não querem regressar ao "inferno de Moria"

Autoridades estão a construir um novo campo de refugiados.

Milhares de famílias dormem no asfalto, nas calçadas ou no campo em Lesbos há várias noites, depois dos gigantescos incêndios de terça e quarta-feira, que destruíram o centro de registo e de identificação de Moria, sem causar vítimas.

Este campo foi criado em 2015 para limitar o número de migrantes provenientes da vizinha Turquia para a Europa. Mais de 12.000 pessoas viviam no campo, incluindo 4.000 crianças.

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