Crise Migratória na Europa

Centenas de marroquinos fazem colapsar gabinete da fronteira de Ceuta com pedidos de asilo

Bernat Armangue

Em causa estão as saídas autorizadas a partir da cidade autónoma de Ceuta para Algeciras (Cádiz), nas últimas semanas.

Centenas de imigrantes marroquinos fizeram esta segunda-feira colapsar o gabinete da fronteira do Tarajal, que separa Ceuta de Marrocos, ao pedirem a entrada na Península Ibérica como requerentes de asilo.

Fontes policiais explicaram à agência espanhola Efe que a zona fronteiriça registou, desde as primeiras horas da manhã de esta segunda-feira a presença de centenas de marroquinos que se dirigiam ao gabinete da fronteira para requerer asilo.

Em apenas um mês, foram mais de 300 os pedidos de asilo registados em Ceuta.

As saídas autorizadas a partir da cidade autónoma de Ceuta para Algeciras (Cádiz), nas últimas semanas, a marroquinos requerentes de asilo, foram as responsáveis por este novo colapso no gabinete fronteiriço.

Todos os cidadãos marroquinos que chegaram a Ceuta e não querem voltar ao seu país de forma voluntária têm como objetivo ser transportados para a Península Ibérica.

Requerentes de asilo com documentação podem circular

A Delegação do Governo espanhol comunicou que, tal como estabelece a legislação vigente, os requerentes de asilo que apresentaram a documentação necessária podem circular livremente por todo o território nacional.

"O Governo de Espanha, em cumprimento da legislação vigente, facilitará a circulação de todos os requerentes de asilo que se encontram em Ceuta cujos pedidos tenham sido admitidos a tramitação", precisou, em comunicado.

A partir desse momento, a Polícia Nacional deve cumprir uma série de trâmites para documentar estas pessoas, que devem obrigatoriamente fornecer um endereço, para o qual possam ser enviadas as notificações sobre o processo que têm em curso.

"Se o referido pedido for rejeitado, ser-lhes-á aplicado o correspondente processo de expulsão", acrescentou a Delegação do Governo espanhol, perante esta presença maciça de cidadãos marroquinos que obrigou ao destacamento de efetivos policiais para controlar as filas.

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