Crise Migratória na Europa

Mais de 450 pessoas passaram os últimos 60 dias em protesto sem comer

Correspondente SIC

60 dias depois, migrantes suspendem greve de fome em Bruxelas.

Na Bélgica, mais de 450 pessoas passaram os últimos 60 dias em protesto, sem comer. Muitas vivem e trabalham no país há décadas, mas não têm documentos. Depois de um longo braço-de-ferro com o Governo, decidiram suspender a greve. Esperam que cada um dos casos seja agora analisado e muitos regularizados.

Dentro da igreja de São João Batista estão ainda 257 pessoas. O padre Daniel abriu-lhes as portas a 30 de janeiro.

Entraram em greve de fome a 23 de maio e de sede desde sexta-feira. Mohammed perdeu 14 quilos. Já teve de ser hospitalizado, mas voltou ao lugar do protesto.

Veio há 16 anos de Marrocos. Chegou a ter autorização e a trabalhar como camionista, mas diz que o patrão não declarou todas as horas que trabalhou. Isso levou-o de volta a uma situação ilegal. Foi expulso em 2017.

No total, serão mais de 150 mil as pessoas sem documentos na Bélgica. É o caso de Ahmed: veio de Liège apoiar uma causa que também é a dele. Chegou da Argélia com 17 anos. Já passaram 33.

Esta quarta-feira, depois de um longo braço de ferro e de negociações com o Governo, dão um voto de confiança às autoridades. Decidiram pôr termo à greve de sede e suspender a greve de fome. Cada caso será analisado individualmente.